Na última semana, a água que abastece os concelhos de Almodôvar, Castro Verde, Ouriquee parte de Odemira, proveniente da barragem do Monte da Rocha, tem apresentado sabor e cheiro inusitados, motivando as queixas de munícipes e das respetivas câmaras municipais. A empresa Águas Públicas do Alentejo, responsável pelo abastecimento em “alta”, estará a providenciar “uma alteração na captação da água na origem”.
O abastecimento de água nos concelhos de Almodôvar, Castro Verde, Ourique e Odemira tem sido, nos últimos dias, alvo de críticas face ao cheiro e ao sabor sentidos pelos consumidores.
O presidente da Câmara de Almodôvar, António Bota, deu conta, nas suas redes sociais, que apesar de não haver “qualquer indicador [de] que esta água faça mal à saúde pública”, não havendo, assim quaisquer restrições à sua utilização, dever-se-á “evitar beber” por “precaução”.
No que diz respeito ao município de Ourique, este refere, em nota publicada também nas suas redes sociais, que o problema tem sido sentido no “sistema de abastecimento em ‘alta’” e que o mesmo foi comunicado à empresa Águas do Alentejo (AgDA). Segundo a autarquia, estará “a ocorrer uma alteração na captação da água na origem” por parte da AgDA para “restabelecer as condições normais de cheiro e sabor da água distribuída”.
O autarca de Almodôvar, a este propósito, afirma que o problema “derivou das altas temperaturas dos últimos dias, num contexto de nível muito baixo de água na barragem da Rocha, e coincidiu com a avaria de filtros de areia e de mau funcionamento do filtro de carvão granular ativado”.
Já no concelho de Odemira, os “sabores e odores desagradáveis na água” têm sido sinalizados nas povoações de São Martinho das Amoreiras, Aldeia das Amoreiras, Amoreiras-Gare, Relíquias, Ribeira do Salto, Vale Ferro, Vale de Santiago e Colos. A autarquia refere uma “ocorrência anormal de formação de algas na água bruta da albufeira do Monte da Rocha, decorrente das elevadas temperaturas, forte exposição solar e do atual nível da massa de água”. Em Castro Verde também se têm feito sentir “problemas no sistema ‘em alta’, quanto ao cheiro e sabor da água, tendo solicitado à AgDA a normalização da situação com “caráter de urgência”. Marco Monteiro Cândido