Diário do Alentejo

Luís Martins ameaça abandonar o Panoias

29 de julho 2019 - 15:40

Texto e foto Firmino Paixão

 
O presidente do Clube Desportivo e Cultural de Panoias, Luís Martins, não esconde o seu desencanto pelo que diz ser a falta de reconhecimento das entidades locais pelo trabalho que tem sido feito pela equipa que, há alguns anos, lidera.

 

Em declarações ao “Diário do Alentejo”, o dirigente assumiu: “Estou um bocadinho descontente. Há dois anos tivemos uma época muito trabalhosa no futebol, o clube sagrou-se campeão distrital da 2.ª divisão e isso não foi reconhecido por algumas das pessoas que dirigem as entidades competentes. Estou magoado com determinadas situações que se têm passado e estou a pensar seriamente em abandonar o clube no final deste mandato”.

 

O Panoias acabou por não subir de divisão, por falta de apoios para as exigências do novo estatuto, tão pouco participou na prova do escalão secundário, lembrou: “O nosso trabalho não foi reconhecido, não sei por que motivo. Agora estamos sem equipa. Gostaria muito de fazer equipas de miúdos, mas também não os temos. Os jovens são poucos e alguns deles jogam nos clubes vizinhos e torna-se impossível concretizar um projecto de formação que gostaríamos muito de ter no clube”.

 

Há dois anos, quando a equipa venceu em Santa Clara-a-Velha e conquistou o título da segunda divisão, o presidente estava longe de pensar que o projecto morria ali. Os jogadores e treinador, campeões, perante a constatação de que a equipa não subia, desiludidos, foram abandonando o Panoias.

 

Uma ferida que ainda não sarou no orgulho de Luís Martins: “Nem vai sarar com facilidade, porque foi-me dito que, não existindo condições para jogarmos na primeira divisão, que jogássemos novamente na segunda divisão. Eu não concordei e a minha direção também não. Não vale a pena andarmos a trabalhar para não nos reconhecerem o esforço. Depois temos alguma dificuldade em trazer atletas para o clube, porque temos um campo muito bonito, muito bem organizado, mas falta o essencial, que é um piso sintético e isso torna muito difícil a captação de jogadores”.

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