A Associação de Patinagem do Porto conquistou a 48.ª edição do Torneio Inter-Regiões Masculino de Hóquei em Patins, no escalão sub/14, derrotando, na final, por 4-1, a Associação de Patinagem de Lisboa. O torneio decorreu no Pavilhão João Serra Magalhães, na cidade de Beja.
Texto e Foto | Firmino Paixão
A Associação de Patinagem do Alentejo classificou-se no nono lugar, uma posição acima do que tinha conquistado em 2025, em Vila Praia de Âncora, e a Taça Disciplina foi atribuída à Associação de Patinagem do Ribatejo. O torneio decorreu nos dias 27, 28 e 29 de março, com organização da Federação de Patinagem de Portugal e da Associação de Patinagem do Alentejo, com o apoio do município de Beja. A promoção da modalidade e a geração de atratividade a novos jovens praticantes estão na origem desta descentralização do torneio inter-regiões, assumiu o vice-presidente da federação, José Luís Pinto: “A nossa vontade e o nosso desejo são que o hóquei em patins seja um produto nacional e, para que isso seja uma realidade, temos de descentralizar e, neste ano, estivemos em Beja, com muito agrado, a organizar esta edição do torneio inter-regiões masculino na sua quadragésima oitava edição, que é o ex-libris das seleções regionais”. Quanto ao acolhimento, o dirigente, admitiu que “foi muito bom” e a própria federação deixou uma nota de reconhecimento à Associação de Patinagem do Alentejo “pelo empenho demonstrado na organização do torneio”. O dirigente reconheceu a importância destes eventos para os territórios de baixa densidade populacional, admitindo que: “Também é fundamental para o próprio desenvolvimento da modalidade. Nestas zonas isso é extremamente importante. Tivemos sempre um pavilhão cheio de público, temos atletas com uma qualidade bastante grande e, se queremos divulgar a modalidade, teremos de fazê-lo com estes eventos e, naturalmente, descentralizados para os locais onde também é necessário cativar e motivar jovens para o hóquei em patins”. Ou seja, semear agora, colher mais adiante. “Claramente. É essa a nossa função, lançar a semente, semear para mais tarde podermos colher e é nessa base que nós temos de trabalhar mais, independentemente de o fazermos também nos escalões seniores, mas é essencial trabalhar a base”. Numa avaliação ao estado do hóquei em patins em Portugal, José Luís Pinto foi realista: “Está vivo! Sabemos que, hoje em dia, é mais fácil ir para o futebol ou para outras modalidades do que vir para o hóquei, isso é uma realidade. O hóquei é muito específico, é preciso gostar-se e é preciso cativar os atletas. É esse o papel dos clubes e das associações, o papel de trazer miúdos para que eles desfrutem, e este torneio é uma boa ferramenta para que isso possa acontecer”, concluiu.Nuno Palma Ferro, presidente do município de Beja, e atual presidente da assembleia-geral da Associação de Patinagem do Alentejo, foi, ele próprio, presidente da direção da referida associação durante alguns anos. Não terá conseguido concretizar o sonho de trazer para a sua cidade esta organização, mas viu-o concretizado, agora, como líder autárquico. Palma Ferro admitiu, por isso: “O orgulho que sinto hoje é pela cidade. Não é um orgulho pessoal, é pela nossa cidade e pela antiguidade que a modalidade tem na cidade de Beja. Já merecíamos e já devíamos ter recebido este torneio, que é a maior competição de camadas jovens em hóquei em patins. Já o merecíamos ter tido em Beja em honra e em memória de um coletivo e de uma série de pessoas que, ao longo dos anos, dedicaram a sua vida ao hóquei em patins, das quais eu me excluo, mesmo fazendo parte, porque a minha vida também foi muito no hóquei em patins. Mas estou orgulhoso pela cidade, orgulhoso pelo concelho, orgulhoso por aquilo que o hóquei representa para todos os bejenses. Nós temos história no hóquei em patins e, portanto, nada mais prestigiante do que ser-nos dada a possibilidade de acolher este torneio”. E, como figura da modalidade, não nega a felicidade por receber esta competição: “Claro que sim, como sinto noutras modalidades e noutros desportos. Aqui existe mais um cunho pessoal, porque é a minha modalidade, mas com as outras sinto igualmente o mesmo orgulho, porque vem gente de fora e nós mostramos a nossa cidade, com uma modalidade que tem um historial de muitas gerações ligadas à patinagem”. Um evento que decorreu num espaço que tem o nome de outra grande figura da modalidade, João Serra Magalhães: “Sem desprimor por todas as outras, diríamos mesmo que foi a grande figura da patinagem alentejana”, revelou Palma Ferro. “Mas deixe-me citar, além do senhor João Magalhães, o senhor António dos Anjos, o senhor Orlando Caetano, o senhor Armindo Peneque. Foram pessoas que dedicaram uma vida aos patins e fizeram dos hoquistas seus próprios filhos. O senhor António dos Anjos, felizmente, ainda está entre nós, mas todos eles deveriam ter muito orgulho, porque ser dirigente desportivo também é deixar alguém atrás de si que continue a obra, deixarem a sua herança, isso faz parte dos grandes dirigentes desportivos que eles foram. Todos estes miúdos, que nunca os conheceram, nem sequer ouviram falar deles, são o legado que eles deixaram e isso é importante para todos eles e para nós, também”, concluiu o autarca bejense, antigo hoquista do Clube Desportivo de Beja e do Grupo Desportivo Diana, de Évora, também ele integrante de duas seleções que disputaram esta prova, nos Açores e em Paço d’Arcos.
Grupo C
AP Ribatejo/AP Alentejo 5-1OVF-FPP/AP Ribatejo 1-6AP Alentejo/OVF/FPP 4-1
2.ª fase
AP Alentejo/Açores 8-1OVF/FPP/AP Alentejo 1-3AP Alentejo/AP Coimbra 6-2
Classificação final
1.ª APPorto2.ª APLisboa3.ª APAveiro4.ª APMadeira5.ª APRibatejo6.ª APleiria7.ª APMinho8.ª APSetúbal9.ª APAlentejo10.ª APCoimbra11.ª OVP/FPP12.ª APAçores