Diário do Alentejo

“Sabemos fazer e fazemos bem…”

01 de abril 2026 - 21:00
Associação de Patinagem do Alentejo esteve à altura
Foto | Firmino PaixãoFoto | Firmino Paixão

Texto | Firmino Paixão

 

No ano, e no exacto mês, em que comemorou 50 anos de existência, a Associação de Patinagem do Alentejo recebeu, na cidade de Beja, a 48.ª edição do Torneio Inter-Regiões de Hóquei em Patins, a competição mais relevante, ao nível dos escalões de formação, organizada pela Federação de Patinagem de Portugal. Um torneio “que é o ex-libris das seleções regionais”, como afirmou o vice-presidente federativo para a área do hóquei em patins, José Luís Pinto.

 

Foram três dias de competição, mais de meia centena de jogos entre 12 seleções, perante um público sempre entusiasta e num palco que tem como patrono uma das figuras mais notáveis da patinagem alentejana: o Pavilhão João Serra Magalhães. Um momento ímpar para a Associação de Patinagem do Alentejo.

 

Carlos Ramos, vice-presidente deste organismo com o pelouro do hóquei em patins, reconheceu: “Estivemos à altura desta organização, correu tudo muito bem e, inclusive, já recebemos mensagens de agradecimento, quer da Federação de Patinagem de Portugal, quer das associações”. O torneio exigiu uma logística importante, mas o dirigente revelou: “Reunimos algumas pessoas que se voluntariaram para ajudar e a resposta foi muito positiva, não só nestes dias em que decorreu a competição, como nos preparativos em que, a montante, tivemos que nos empenhar”. Um momento que também mexeu com a própria cidade, sublinhou Carlos Ramos: “É sempre um evento importante para a cidade. Recebemos 12 seleções, cada uma delas com um coletivo de 15 pessoas, depois, mais as famílias que, nestes momentos, acompanham sempre os atletas. A cidade também soube receber muito bem todas as delegações que nos visitaram. Estamos todos de parabéns, porque sabemos receber e fazemo-lo muito bem”.

 

Um compromisso muito exigente, mas bem correspondido admitiu Carlos Ramos, revelando: “Foi um teste muito importante, mostrámos que tínhamos capacidade para corresponder da melhor forma, naturalmente que tivemos apoios muito importantes na nossa retaguarda mas a conclusão a que chegámos é que estamos já prontos para organizar outro evento desta envergadura”.

 

No plano desportivo, comentou: “O trunfo do Porto foi bem atribuído, apresentou uma seleção com muita qualidade, com muita rotina de jogo, atletas com grande futuro, uma seleção com argumentos que, para nós, aqui na região, temos dificuldade em construir, mas, aos poucos, vamos tentando melhorar, mas o importante é que os nossos miúdos participem, que pratiquem a modalidade de que gostam e que desfrutem de momentos como este. Subimos um lugar relativamente ao ano passado, não conseguimos vencer o primeiro jogo, existe sempre um nervosismo e uma ansiedade que são naturais”.

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