O Internacional Sport Clube venceu o Baronia por 5-3 e ergueu a Taça da Liga de Futsal Interdistrital, em seniores masculinos, entre as associações de futebol de Évora e de Beja. A finalíssima ocorreu no Pavilhão da Escola Gabriel Pereira, em Évora, a “casa” dos eborenses.
Texto e Foto | Firmino Paixão
A poule final da prova era disputada à “melhor de cinco” e, quis o destino, senão a competência de ambas as equipas, que a decisão ficasse para a derradeira jornada, antecipadamente marcada para a cidade de Évora, local onde se realizaram os dois primeiros jogos, em ambos os casos com triunfos do Internacional. O terceiro e quarto jogo ocorreram em Alvito e o Baronia levou a melhor. No último sábado jogava-se “a negra”. O Internacional colocou-se, cedo, em vantagem, o Baronia empatou e, ao intervalo, registava-se uma igualdade a uma bola. No segundo período a história foi diferente. O Baronia marcou, o Internacional empatou, o Baronia voltou a marcar, o Internacional voltou a empatar, pelo que, por duas vezes, a equipa do concelho de Alvito teve o pássaro na mão, sem conseguir matar o jogo, digamos que, “depenar a ave”. Nos últimos minutos de jogo os eborenses colocaram-se em vantagem (4-3) e, sobre o apito final, dilataram o resultado (5-3). Levantaram a Taça da Liga. Foi uma partida entre duas equipas muito competentes e ambas merecedoras do troféu. No final, Miguel Carvalho, técnico do Baronia, reconheceu: “Tivemos a mão na Taça por duas vezes e, por duas vezes, deixámo-la cair”. Porquê? “Foi um jogo muito intenso. Não quero falar de erros individuais ou coletivos. Não vale a pena”, garantiu o treinador, admitindo: “O futsal é uma modalidade que também tem uma componente de erros, desde logo porque estamos sempre a tentar que a equipa adversária erre, para que nós aproveitemos, e os adversários fazem da mesma maneira, portanto, quem erra menos, às vezes, é quem tem sucesso”. O técnico revelou ainda: “Quando nós estávamos a vencer, por 3-2, pedi logo uma pausa técnica, porque tínhamos defendido mal no cinco para quatro, mas fomos demasiado ansiosos, não conseguimos segurar o jogo até ao momento de pausa e sofremos o golo do empate”. Na realidade, o Baronia até criou mais oportunidades, sem conseguir marcar, e deixou que o adversário fizesse mais dois golos. Miguel Carvalho justificou: “Quando o jogo está perto do final a ansiedade toma um bocadinho conta da cabeça dos jogadores e o discernimento já não é muito”. A verdade é que nem se pode falar de justiça, talvez a felicidade seja a adjetivação mais correta, admitiu: “Sim, é isso, o adversário foi mais feliz. Na realidade, nenhuma destas equipas merecia perder. A Taça seria bem entregue a qualquer uma delas. Coube-lhe a eles, portanto, o Internacional está de parabéns”. Sem a Taça, mas com ganhos diferentes, nomeadamente, com um processo de crescimento ao longo da competição, admitiu o treinador: “O percurso foi fantástico desde o início do campeonato, já tenho referido que a equipa deste ano tinha muitos elementos novos, mas o crescimento tem sido enorme ao longo desta competição. Merecíamos, realmente, estar nesta final, como acabámos por mostrar no jogo de hoje, mas não conseguimos o troféu, agora vamos virar-nos para a Taça Distrito de Beja. Temos de levantar a moral dos jogadores e fixarmo-nos na conquista desse trofeu”.Nas hostes do Internacional o momento era de festa, de celebração do título conquistado. Eduardo Pereira, um dos técnicos da equipa, a par de Hélio Cardoso, admitiu: “Esta final poderia pender para qualquer uma das equipas. A formação do Baronia é muito competente e se o troféu lhes fosse entregue também seria justo, mas calhou-nos a nós, calhou aos nossos guerreiros levarmos esta Taça para casa”. O técnico realçou ainda: “No futsal, como na vida, temos de ter alma, se nós tivermos alma fazemos as coisas acontecer, temos de ter alma e vontade. Sofremos os golos, estivemos em desvantagem por duas vezes, mas não caímos, há equipas que, sim, quando estão por baixo já não conseguem levantar-se, nós não, tivemos capacidade para dar a volta ao resultado. Sofremos, mas levantámos a cabeça e fomos atrás do resultado”. Se houve justiça no resultado final ou se foi uma questão de felicidade, Eduardo Pereira respondeu desta forma: “O facto de o Baronia ter ficado em quarto lugar na fase de grupos da competição não corresponde à qualidade que tem. É um adversário muito complicado, uma equipa com muita qualidade, muito lutadora, e isso só valoriza a nossa vitória. Se a nossa vitória foi uma questão de justiça ou de felicidade, sinceramente, não sou capaz de lhe responder”. Quanto ao significado deste triunfo para o Internacional Sport Clube, o treinador disse que o título representa que estão “vivos neste escalão, representa que o trabalho de formação que o clube tem vindo a fazer tem sido bem feito e eficaz, significa crescimento e representa que, pela frente”, terão “um futuro muito risonho”. “Mas agora vamos festejar e depois logo pensamos noutros objetivos e noutras conquistas”, conclui.