Diário do Alentejo

Armazenamento na bacia do Sado abaixo dos 30%

16 de outubro 2019 - 14:50

A quantidade de água armazenada desceu em setembro em todas as bacias hidrográficas, tal como já tinha sucedido em agosto, segundo dados do Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (Snirh). De acordo com os dados disponíveis, no último dia do mês de setembro e comparativamente ao último dia do mês anterior verificou-se uma descida do volume armazenado de água em todas as bacias monitorizadas pela Associação Portuguesa Ambiente.


Das 59 albufeiras monitorizadas, 26 apresentaram disponibilidades hídricas inferiores a 40 por cento do volume total e quatro, todas no Norte do País, superiores a 80 por cento. A situação mais grave é a que se vive na bacia do Sado que apresenta menor disponibilidade de água. À exceção de Alvito, todas as outras albufeiras da bacia do Sado encontram-se com um armazenamento abaixo dos 30 por cento da capacidade máxima. Campilhas (7,2 por cento) e Monte da Rocha (8,8 por cento), que assegura o abastecimento aos concelhos de Castro Verde, Ourique e Almodôvar, aproximam-se dos limites mínimos. Pedo do Altar, Roxo e Vale do Gaio estão abaixo dos 20 por cento da capacidade máxima.

 

Os níveis de armazenamento são superiores na bacia do Guadiana (62,5 por cento) e em particular na albufeira de Alqueva (66,6 por cento), embora a barragem do Lucefecit, próximo do Alandroal, no distrito de Évora, esteja quase sem água, com um nível inferior a cinco por cento. Segundo o Ministério da Agricultura, tem-se verificado desde final de julho uma descida no volume armazenado em todas as bacias hidrográficas, sendo de realçar que todo este ano hidrológico se caracteriza por registar “armazenamentos totais inferiores à média”, devido à ocorrência de reduzidas afluências às albufeiras, resultantes de precipitações pouco significativas ou nulas durante o mês de julho e ao volume consumido para os diversos consumos, incluindo os volumes da campanha de rega.

 

“Os baixos valores de precipitação verificados a sul do rio Tejo condicionaram as disponibilidades totais existentes ao longo do presente ano hidrológico”, refere a mesma fonte, acrescentando que parte significativa do território continental, abrangendo os distritos de Beja, Castelo Branco, Évora, Faro, Lisboa, Portalegre, Santarém e Setúbal, se encontra sujeita a “uma situação de seca extrema ou severa que, pela sua gravidade, consubstancia um fenómeno climático adverso, afetando negativamente as atividades agrícolas”.

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