Diário do Alentejo

Estado do piso de variante preocupa Câmara de Castro Verde

31 de agosto 2025 - 08:00
IP recebe relatório da autarquia e responde que debilidades, no acesso à vila,serão revistas em 2026Foto | DR

O presidente da Câmara de Castro Verde considera que o troço rodoviário, de cerca de dois quilómetros, compromete “seriamente”, pelo estado de degradação em que se encontra, a segurança rodoviária dos utentes. O autarca, muito crítico em relação à atuação da Infraestruturas de Portugal, sublinha, ainda, insuficiências existentes na estrada que liga a localidade a Almodôvar, via que recebeu melhoramentos parciais, em 2023.

 

Através da apresentação de um relatório, a Câmara Municipal de Castro Verde manifestou, recentemente, “de forma clara”, ao diretor do Núcleo de Gestão Territorial de Beja e Faro das Infraestruturas de Portugal, a sua mais “profunda indignação e preocupação” relativamente ao estado de degradação do piso da variante Sul que serve de acesso à vila.

 

A qualidade do troço rodoviário, de cerca de dois quilómetros, “que vai desde o nó do Itinerário Principal n.º 2 [IP2], junto à localidade, até à [ponte] da ribeira da Maria Delgada [Estrada Nacional 2 (EN2)] ” é definido pelo presidente da autarquia, António José Brito, como “lastimável”, pela presença de inúmeros “buracos”, pelo “desgaste acentuado do asfalto” e por apresentar “falhas de sinalização”, comprometendo, “seriamente, a segurança rodoviária dos utentes, a normal circulação de bens e serviços, e o acesso digno à vila”, sublinha. Lamentando, o autarca diz ser “absolutamente incompreensível e inaceitável” o facto do troço em causa, “uma área fundamental de acesso ao IP2”, ter sido “deixado para trás”, ao não ter sido a sua intervenção contemplada aquando das obras realizadas, em 2023, na EN2, entre Castro Verde e Almodôvar, o que, segundo António José Brito, é revelador de “descoordenação, falta de articulação e planeamento”.

 

Também esta requalificação, levada a cabo há dois anos, é alvo de críticas severas por parte do edil. “A obra, na EN2, entre Castro Verde e Almodôvar, da responsabilidade das Infraestruturas de Portugal [IP], deveria ter sido executada em toda a sua extensão e não apenas, tal como foi feito, em partes dessa via, deixando para trás troços de estrada por arranjar – isto está à vista de toda a gente. Ou seja, não foi dada a resposta sólida que era necessária, com a empreitada e o investimento que se merecia, não foi feita uma pavimentação consistente, capaz de dar condições de segurança, de acordo com aquilo que era a nossa expectativa. E isto é uma vergonha”.

 

Consubstanciando a afirmação da inconsistência da obra levada a cabo, refere: “No concelho de Almodôvar, entre o acesso à mina de Neves-Corvo e a aldeia de A-Dos-Neves, a estrada encontra-se numa situação absolutamente degradada, criando, de forma evidente, condições de insegurança a quem ali circula”.

 

Informando que a IP, analisando o relatório, terá dado como resposta a intencionalidade de uma revisão das debilidades apresentadas durante o ano de 2026, o presidente da Câmara de Castro Verde, considera “inaceitável”, por tardia, esta previsibilidade. Manifestando o que considera ser a atitude de “ouvidos mocos” por parte da IP – “não acolhem e não dão resposta atempada às propostas que lhes apresentamos, que são, evidentemente fundamentais” –, o autarca promete que a autarquia continuará a dar voz ao seu protesto, que é, também, “o protesto das populações. José Serrano

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