Diário do Alentejo

Alto Alentejo: Empresários criam núcleo empresarial

07 de abril 2021 - 18:00

Mais de mil empresários de Ponte de Sor e de Elvas (Portalegre) criaram o Núcleo Empresarial da Região do Alto Alentejo (NEAA), para gerar “mais oportunidades” de negócio numa região com um tecido empresarial “débil”. O NEAA é constituído pela Associação Comercial e Industrial de Ponte de Sor (ACIPS) e pela Associação Empresarial de Elvas (AEE), reunindo cerca de 1.200 associados, revelou o novo organismo, em comunicado.

 

O presidente do NEAA, João Carlos Lobato, explicou que este projeto avançou porque os empresários chegaram à conclusão de que existia “uma lacuna” no setor que “não estava a ser preenchida” pelo Núcleo Empresarial da Região de Portalegre (NERPOR), o único existente na região até esta altura. “Nós queremos dar oportunidade a todas as empresas do distrito, que todas tenham as mesmas oportunidades. Queremos criar algo inovador que tenha mais visão, mais atividades”.

 

O presidente do NEAA considerou que a criação de um novo núcleo empresarial no distrito de Portalegre, que apresenta um tecido empresarial “débil”, não vai criar divisões no setor. “Neste momento, somos à volta de 1.200 associados, entre as duas associações [ACIPS e AEE] e nenhuma delas estava no núcleo [NERPOR] existente”, disse.

 

Entre os objetivos a cumprir no NEAA, os empresários esperam “redescobrir” as rotas comerciais aliadas ao desenvolvimento empresarial, “explorar” a promoção das “boas sinergias” e “consolidar” os benefícios da digitalização, na definição de um “posicionamento sólido” nos mais diversos mercados.

 

Este projeto visa ainda, segundo os promotores, “defender a autenticidade” territorial, “reinventar” as rotas comerciais de outrora e “revigorar os sentimentos de pertença e representatividade” da malha empresarial da região.

 

De acordo com os promotores, o NEAA tem ainda como uma “missão clara” apelar à economia verde, impulsionando dessa forma a “boa vizinhança”, divulgar a importância de comprar local para garantir a sustentabilidade dos mais diversos negócios e preparar a malha empresarial da região para “ganhar voz e relevância” nos mercados nacional e internacional.

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