O Vasco da Gama somou um ponto em Alcochete, o Serpa conquistou outro ponto em casa. Soube a pouco… Dito de outra forma, empatar em Alcochete foi um bom resultado, empatar em Serpa foi um resultado menos conseguido. Uma e outra equipa estão tão necessitadas de vitórias.
Texto e Fotos | Firmino Paixão
O Lusitano Moncarapachense estava, e assim continuará, na zona de despromoção. Veio a Serpa à procura de pontos que ajudassem a equipa a emergir dessa preocupante posição na tabela. Regressou ao Algarve com um ponto, foi pouco, mas provocou a queda do Serpa do quinto para o sexto lugar, uma vez que o Louletano também empatou no terreno do Juventude de Évora. Uma hipotética vitória do Serpa também deixaria o Moncarapachense ali à mão do Vasco da Gama. Não aconteceu, os algarvios conservaram a vantagem de cinco pontos para a turma da Vidigueira. Ou seja, os serpenses não foram “solidários” com os seus parceiros da mesma área associativa. O empate, sem golos, que o Vasco da Gama de Vidigueira conseguiu, em Alcochete, foi um resultado positivo, na medida em que, como sempre temos feito notar, é importante vencer os jogos em casa e conquistar pontos fora. Um ponto sempre foi melhor do que nada, mas foi curto para as necessidades do conjunto alentejano, que permaneceu na antepenúltima posição da pauta, à distância de sete pontos da primeira equipa acima da “linha de água”. E será sobre este cenário que as duas formações se reencontrarão, no domingo, no Estádio Municipal de Vidigueira, numa partida que ambos precisam de vencer (na primeira volta o Serpa ganhou por 1-0) e que nenhum poderia perder para que não se agravem os pressupostos de uma eventual permanência dos dois filiados na Associação de Futebol de Beja, neste quarto patamar do futebol nacional. O Juventude de Évora, não obstante o empate caseiro com o Louletano, continua a ser o emblema alentejano melhor posicionado (segundo lugar), O Elvas, que foi derrotado, em casa, pelo Sintrense, é a primeira equipa “à superfície”. As competições distritais, interrompidas, no último fim de semana, devido ao agendamento das jornadas técnicas (que, face às condições climatéricas adversas, acabaram por não se concretizar), regressarão amanhã e no domingo. No escalão principal, as duas equipas do topo da classificação jogarão nos seus redutos. O líder Aljustrelense jogará em casa com o Moura, o Castrense receberá o Sporting de Cuba, não sendo previsíveis alterações no atual enquadramento das equipas nas posições que ocupam. Na fuga aos últimos lugares da classificação, o Odemirense terá uma deslocação para Vila Nova de São Bento, o Sporting de Cuba, já se referiu, atuará em Castro Verde, e o Despertar receberá o Milfontes, atual terceiro classificado. Entretanto já é conhecido o calendário da terceira eliminatória da Taça Distrito de Beja, cujos jogos estão agendados para o dia 1 de março, com a curiosidade de o sorteio ter caprichado em juntar as duas equipas do segundo escalão ainda em prova, Messejanense e Penedo Gordo, que se defrontarão em Messejana. Nas restantes partidas, o Aldenovense receberá o Aljustrelense, o Moura jogará em casa com o Renascente, de São Teotónio, e o Almodôvar (atual detentor do troféu) receberá o Castrense.