Diário do Alentejo

Um bom momento…

10 de janeiro 2026 - 08:00
Clube de Bilhar de Beja aposta forte no regresso à primeira divisão nacional

Com cinco jogos já realizados na época desportiva 2025/2026, o Clube de Bilhar de Beja ainda não sofreu qualquer derrota. Um clube que promove a modalidade e projeta o nome da cidade de Beja pelo país.

 

Texto e Foto | Firmino Paixão

 

“Neste ano vamos tentar, de novo, a subida”, garantiu o presidente do Clube de Bilhar de Beja, Francisco Marreiros, revelando: “Está a decorrer a primeira fase do campeonato, com duas séries de equipas em que serão apuradas as três primeiras de cada uma delas para, numa fase posterior, com seis equipas, subirem as duas primeiras à primeira divisão e disputarem o título nacional da segunda divisão”. O dirigente, também um dos jogadores nucleares da equipa, comentou: “Ainda não perdemos nenhum jogo, estamos bem classificados, esperamos ficar num dos três primeiros lugares nesta primeira fase e depois lutar pela subida com as melhores equipas. Será um momento competitivo mais difícil, existem boas equipas na segunda divisão e algumas contrataram novos jogadores, mas vamos tentar e daremos o máximo para conseguirmos ter sucesso”. O facto de terem regressado da primeira divisão confere algum favoritismo aos bejenses, concordou Marreiros: “Sim, nós somos favoritos e isso, por vezes, prejudica-nos, porque as outras equipas, quando jogam connosco, já o fazem com o pé atrás, porque pensam duas vezes e já dão tudo para ganhar ao Beja, porque sabem que nós estivemos na primeira divisão, sabem que Beja tem uma boa equipa e então toda a gente nos quer derrotar. Mas nós temos conseguido bons resultados, a equipa está com muita vontade e muito determinada em voltar à primeira divisão”. Percebe-se que a equipa está motivada e a jogar bem, anuiu, dando alguns exemplos: “O nosso jogador Vital Guerreiro, que ganhou recentemente o primeiro Open de Évora [o segundo irá decorrer brevemente] está a jogar excecionalmente bem. Continuamos a contar com o senhor suíço Roger Freymond, que também está a jogar bem. Depois, temos o Aníbal, o João, Maurício, eu próprio, dois miúdos novos que vão entrando na equipa, vão fazendo uns jogos a nível individual e, neste ano, temos um novo jogador, o Palma Mestre, que começará a competir em breve”. Com se depreende, o clube tem bons recursos para tentar a subida de divisão: “O facto de termos competido na primeira divisão deixou-nos a convicção de que somos tão bons ou iguais aos outros jogadores que lá estão. Isso dá-nos muita ‘pica’, porque aprendemos muito, ganhámos mais experiência. O Vital, por exemplo, tornou-se um jogador mais calmo, ele é bom jogador já por si, mas esta passagem pela divisão principal deu-lhe muita vontade, muito ânimo e estimulo para treinar”. Para trás já ficaram cinco dos 14 jogos. Conseguiram três vitórias e dois empates, o caminho é esse? “Claramente. Neste momento o percurso está a ser normalíssimo, o que nos deixa esperançados em podermos ficar num dos três primeiros lugares nesta fase. Na segunda fase aumentarão as dificuldades, mas lutaremos por um dos dois primeiros lugares, porque queremos muito voltar à primeira divisão. Se isso é possível? É! Se o iremos conseguir? Dependerá de como as coisas nos forem correndo”. A Academia de Bilhar de Lisboa, o Ginásio do Sul e o Clube de Bilhar da Amadora são os principais concorrentes para as nove finais que estão por disputar, mas Francisco Marreiros considera: “Mesmo que tenhamos algum percalço, será sempre possível recuperar, uma vez que se apuram três equipas. A segunda fase é que será muito mais complicada. Mas nestes nove jogos eu acredito que, se jogarmos ao nível em que o estamos a fazer, conseguiremos ficar nos três primeiros lugares. Na segunda fase, sim, todos os jogos serão verdadeiras finais”. A Taça de Portugal é outra das competições onde o Clube de Bilhar de Beja está empenhado: “Jogaremos no próximo dia 16 a primeira eliminatória da Taça de Portugal, com uma das equipas do Ginásio do Sul, não será a que está a competir na primeira divisão, mas será, por certo, também uma boa equipa e a nossa ideia é tentarmos passar esta eliminatória. Na Taça de Portugal individual também temos cinco jogadores e tivemos a sorte, ou o azar, nem sei, de dois jogadores de Beja terem de jogar um contra o outro, o Vital Guerreiro com o Luís Maurício. Será um jogo muito equilibrado aqui em Beja”. Simultaneamente, a equipa está a competir, e com sucesso, no Open de Évora e adivinha-se uma próxima internacionalização, anunciou Francisco Marreiros: “Também estamos a disputar o Open de Évora. Anualmente são organizados quatro e nós, habitualmente, conseguimos colocar jogadores nos primeiros lugares. Neste ano, o Vital venceu o primeiro, eliminando-me a mim nas meias-finais, depois venceu a final. Ao nível internacional ainda não tivemos nenhuma experiência mas estamos convidados para ir ao Ayuntamiento de Montijo, em Espanha, onde tentaremos celebrar um protocolo com eles, porque nos convidaram para jogar lá, mas sabemos que eles também gostariam de vir a Beja. Seria ótimo”. Bons sinais de que o Clube de Bilhar de Beja tem esta missão de promover a modalidade e de projetar a cidade de Beja. “Na verdade, onde quer que nos deslocamos, toda a gente fica admirada como é que Beja conseguiu ter um clube na primeira divisão. Temos aqui bons jogadores, o problema é que os bejenses na sua terra são capazes de fazer alguns torneios, mas se for para entrarem em competição já não estão para isso. Mas temos conseguido manter esta equipa e temos levado o nome da cidade de Beja a todo o Portugal e, em breve, também à vizinha Espanha”, concluiu.

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