O Grupo Desportivo e Cultural de Baronia eliminou o Núcleo do Sporting Clube de Portugal em Moura. O Internacional Sport Clube, de Évora, afastou o Mourão Futsal Clube. Só falta encontrar o campeão…
Texto e Foto | Firmino Paixão
A Liga Interdistrital de Futsal começou a ser disputada por 12 clubes, cinco filiados na Associação de Futebol de Beja (CA Aldenovense, GDC Baronia, AD Cubense, NSCP Moura e SC Odemirense) e sete na sua congénere eborense (CF Estremoz, Internacional SC, Juventude SC, NSCP Portel, Che Morense, Mourão FC e SC Borbense). As 12 equipas foram divididas em duas séries, sendo que as quatro primeiras classificadas de cada uma qualificaram-se para os chamados play-offs. No caso dos clubes sul-alentejanos apuraram-se o Baronia e o Núcleo de Moura, no quarto lugar das séries A e B, respetivamente. Nos quartos-de-final os “leões de Moura” eliminaram a Che Morense (5-3 e 7-1) e o Baronia eliminou o Juventude de Évora (3-5, 7-5 e 2-2, com triunfo nas grandes penalidades por 5-4). A etapa seguinte passou pelo emparelhamento das duas equipas de Évora, Internacional e Mourão, e pelas duas de Beja, Baronia e Núcleo de Moura, para, ao melhor de três resultados, se apurarem os dois finalistas. Nesta fase, nas meias-finais, em Moura, a equipa local empatou com o Baronia a uma bola, mas venceu nas grandes penalidades (4-3). Há oito dias, em Alvito, o Baronia venceu por 2-1 e, na tarde/noite do passado domingo, no Pavilhão Municipal Manuel Romana Ângelo (repleto de público afeto às duas equipas), na cidade de Moura, o Baronia voltou a derrotar os mourenses, desta feita por 4-2, qualificando-se para a final contra a formação eborense do Internacional Sport Clube que também ganhou dois dos três jogos que disputou com o Mourão Futsal Clube. Os cinco jogos da final já estão marcados: o primeiro para a noite de hoje, dia 27, e depois para os dias 6, 13, 20 e 27 de março (sempre às 21:30 horas), sendo os dois primeiros e o quinto no pavilhão da Escola Secundária Gabriel Pereira (Évora) e os restantes no Pavilhão Municipal de Alvito – se, entretanto, nenhum destes clubes conseguir, antecipadamente, as três vitórias que lhe garantam o título. O “Diário do Alentejo” (“DA”) acompanhou dois jogos das meias-finais, um há oito dias, em Alvito, o segundo, no domingo passado, em Moura, partidas intensas que terminaram com triunfos justos da formação de Vila Nova de Baronia, comandada por Miguel Carvalho. Após a sua equipa ter confirmado a presença na final, o treinador disse ao “DA”: “Penso que somos uns justos finalistas, principalmente, pelo jogo que hoje fizemos aqui em Moura. Nos outros jogos andámos sempre a correr ‘atrás do prejuízo’ para recuperarmos desvantagens, portanto, não restam dúvidas de que somos uns justos vencedores”. Miguel Carvalho lembrou: “No primeiro jogo não fomos aqui felizes nos penáltis, ganhámos em casa e tivemos que vir ‘à negra’, mas acho que estes dois últimos jogos provaram que, neste momento, somos a melhor equipa para estar na final”.A recuperação do atleta José Miranda, após lesão, terá sido determinante para a consistência da equipa nesta fase das eliminatórias, admitiu o treinador. “O ‘Zézito’ já joga há bastantes anos connosco, é um excelente jogador e, realmente, acho que veio dar uma grande ajuda, mas neste momento também temos toda a equipa em boa forma e demostrámos que nos qualificámos com muito mérito, ainda que eu pense que quer o Juventude, quer o Núcleo de Moura poderiam estar na final, mas aquilo que nós fizemos dá-nos total merecimento”. Os três golos apontados em Moura por Guilherme Santos foram determinantes e têm uma história que o técnico revelou. “O Guilherme tinha sido expulso e estava de fora há três jogos. Eu disse-lhe que me estava a dever três golos para este jogo e não é que ele os marcou mesmo? Cumpriu com o que lhe pedi, pagou-me a dívida e acabámos por vencer o jogo com um excelente contributo dele. As contas ficaram saldadas”. De seguida, Miguel Carvalho projetou já os confrontos que se seguirão. “O Internacional é uma excelente equipa, serão jogos muito difíceis, mas nós estamos bem. Uma coisa é certa, serão jogos excelentes em que qualquer equipa poderá vencer”.Fora da equipa há três jogos, por expulsão na partida com o Juventude de Évora, em Alvito, Guilherme Santos cumpriu “duplo castigo”, o disciplinar e a cobrança imposta pelo treinador. Marcou três golos, saldou as contas e foi “o homem do jogo”: “Foi uma noite importante, por ter marcado três golos, mas o mais importante foi ter contribuído para a qualificação da equipa para a final. Agora, temos de continuar fortes para conseguirmos levar o troféu para Vila Nova de Baronia, e eu gostava de voltar a marcar muitos golos”. Nuno Gaspar, treinador do Núcleo do SCP em Moura, lamentou as contrariedades que o impediram de apresentar o melhor conjunto para este jogo, porém, admitiu, com serenidade: “Acho que a vitória do Baronia foi justa, mas também acho que esta eliminatória, para nós, veio na pior altura, porque temos a equipa muito condicionada, vamos precisar de algum tempo para podermos recuperar os atletas que estão lesionados, para podermos ainda ter uma boa participação na Taça Distrito de Beja”. O técnico dos mourenses revelou também: “Sabia que este seria um ano difícil para nós, porque é o ano da renovação da equipa, mudámos muitos jogadores, mas para quem duvidava que poderíamos continuar competitivos acho que demos uma boa demonstração e temo-la dado ao longo deste campeonato porque vencemos praticamente todas as equipas com quem jogámos. Só não ganhámos ao Juventude, portanto, estamos competitivos e certamente que iremos continuar assim. Claro que se tivéssemos passado a eliminatória iriamos continuar com as mesmas dificuldades. Mas continuaremos a fazer o nosso crescimento, sabemos qual é o nosso caminho e vamos continuar a trabalhar para melhorarmos”.