Diário do Alentejo

Acordo para “suspensão de colheita noturna” em olivais

24 de outubro 2019 - 12:20

A Olivum anunciou que, tendo em conta que estão em curso estudos científicos independentes no sentido de se avaliar os reais impactos da colheita mecanizada noturna de azeitona e os seus efeitos na avifauna, “recomendou a todos os associados a suspensão voluntária deste tipo de atividade na campanha de 2019”.


“Com o aproximar da colheita a Olivum solicitou reuniões ao Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), ao Instituto de Investigação Agrária e Veterinária (Iniav), à Direção Regional de Agricultura e Pescas do Alentejo (Drapal), bem como a outras organizações da fileira, de forma a recolher informação sobre os meios aconselhados de prevenção e atenuação dos possíveis impactos dos trabalhos de colheita, designadamente, no que se refere à apanha mecanizada noturna”, referiu.


Adiantando ainda que, no passado dia 17, assinou, juntamente com a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), a Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (Confagri) e a Casa do Azeite, uma proposta de acordo setorial relativo à colheita noturna no olival, onde se recomenda, também, a suspensão temporária e voluntária da colheita noturna, sempre que surja risco de impacto negativo na avifauna”.


A Olivum considera, assim, “precipitadas e sem valor científico as acusações avulsas que estão a ser feitas por algumas associações ambientalistas, uma vez que decorrem estudos, que estão a ser realizados por entidades independentes e credíveis, não havendo, ainda, conclusões sobre os impactos reais da colheita mecanizada noturna”.

 

A CAP, face às notícias de hoje de manhã, do PAN e da Quercus, alertando para a morte de aves e que defendem a suspensão da apanha noturna em olivais em sebe, reagiu, lembrando o já referido acordo das organizações do setor que recomendam “a suspensão preventiva da colheita noturna sempre que exista risco para a avifauna, como medida de precaução e até que estejam concluídos os estudos científicos que permitam, no futuro, que essa colheita seja feita com o menor impacto possível na avifauna do olival”.

 

Acordo, este, que, segundo a CAP, já foi comunicado à tutela, nomeadamente, ao Ministério da Agricultura e seus organismos.

 

 

 

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