Diário do Alentejo

Luis Vasco Borba, vice-presidente do Nerbe/Aebal

18 de outubro 2019 - 10:25

Luis Vasco Borba, vice-presidente do Nerbe/Aebal

 

Texto Nélia Pedrosa

 

Com que objetivo foi criado o Prémio Economia Circular nas Empresas do Baixo Alentejo e Litoral, cuja segunda edição está a decorrer até ao dia 31 de outubro? A que tipo de empresas se destina e qual o prémio a atribuir ao projeto vencedor?
Este prémio foi criado em 2018, sendo este ano a sua segunda edição. O objetivo primordial é a sensibilização, identificação e reconhecimento de boas práticas nas empresas, na temática da economia circular. Podem candidatar-se ao prémio empresas privadas (pessoas singulares ou coletivas) sediadas ou com estabelecimento no Baixo
Alentejo ou Alentejo Litoral. O prémio monetário é de 1500 euros e fica automaticamente habilitado ao Prémio Regional (NUT II-Alentejo), promovido pela CCDR Alentejo e que terá lugar em novembro deste ano.

 


Que importância assume atualmente a economia circular e como classifica o nível de consciencialização do tecido empresarial e da sociedade civil, na região, para essa importância?
A economia circular é um tema que ainda não está muito presente no quotidiano das empresas e da população em geral, pois o conceito de fim de vida da economia linear continua presente em todos os setores. A economia circular é um conceito estratégico assente na redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais e energia. Os recursos são finitos e a sua utilização é determinante para a sustentabilidade do planeta onde vivemos. O Nerbe/Aebal pretende com esta iniciativa dar o seu contributo para: sensibilização para as temáticas associadas à economia circular, à proteção ambiental e também para identificação, divulgação e valorização das boas práticas empresariais já existentes sobre esta temática. Julgamos que, no futuro, este tipo de raciocínio e comportamento empresarial será altamente valorizado pela opinião pública e talvez, em certa medida, de carácter obrigatório para muitas atividades económicas.

 


Como qualifica os projetos apresentados na primeira edição, realizada no ano passado? E a adesão das empresas? E quais as expetativas para esta segunda edição?
Na edição do ano anterior participaram três projetos de empresas privadas e cinco projetos de empresas público-privadas, enquanto que na presente edição estarão presentes apenas empresas privadas. Temos feito um esforço na divulgação desta iniciativa e agradecemos, desde já, a oportunidade que nos deram para apresentar este projeto e, por isso, esperamos muita dinâmica na participação das empresas. Gostaríamos muito de conseguir envolver também a comunidade estudante neste nosso projeto, nomeadamente, no levantamento de oportunidades para práticas de economia circular nas nossas empresas. O desafio fica feito pelo Nerbe/Aebal porque a aposta em medidas ligadas à eficiência no uso dos recursos podem ter grande impacto na rentabilidade das empresas.

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