Diário do Alentejo

Cantadores do Desassossego lançam primeiro CD

19 de agosto 2019 - 09:45

Texto Carlos Lopes Pereira

 

Miguel Pavia é membro e manager do grupo Cantadores do Desassossego, de Beja. Empresário, “apenas gosta do cante”. Conta aqui a história do grupo, que acaba de lançar um CD, resultado do trabalho dos primeiros quatro anos. Trata-se de um grupo de amigos, de diferentes terras e “até da Holanda”, com o hábito de cantar, que resolveram um dia “oficializar” o conjunto. O nome surgiu da Galeria do Desassossego, local original de ensaio. O CD inaugural saiu, o próximo está prometido para 2020.

 

“Cantadores do Desas-sossego” é o primeiro disco do grupo com o mesmo nome. O CD é dedicado a mestre Francisco Torrão, com edição e produção executiva própria. Foi gravado, misturado e masterizado por Hugo Bentes, no Musibéria, em Serpa. Os Cantadores do Desassossego “são, foram e são às vezes”: Acácio Água Doce; António Doutor; António Matos; Carlos Pereira; Francisco Cardoso; Francisco Torrão; Duarte Farias; Fernando “Baletas”; Francisco Cardeira; Francisco Pegas; Hugo Bentes; Inocêncio Viriato; João Costa; João Neca; Joaquim Falé, Jorge Benvinda; Jorge Pereira; Jorge São Pedro; José Afonso; José Charrua; Joss Van Kesteren; Luís Mestre; Luís Miguel Janeiro; Manuel Bica, Manuel Sarol; Miguel Pavia; Narciso Gaitinha; Nelson Charraz; Olímpio Carvoeiras; Paulo Barriga; Paulo Monteiro; Pedro Horta; Pedro Torrão; Rui Baptista; Rui Patrício; Rui Teixeira; Tiago Baptista; Zé Condeça; Zé Luís Palma; e Zeca Serrano. O membro e manager do grupo, Miguel Pavia, fala aqui da história e dos objetivos do grupo, do primeiro CD e dos projetos futuros. A história é interessante: o grupo nasce de uma reunião de amigos de Beja, Serpa, Cuba, Vidigueira, de outros concelhos e até da Holanda… Estes companheiros, tendo o hábito de cantar, e alguns até com conhecimentos musicais, decidiram “oficializar” o conjunto. E assim o grupo começou a ensaiar na Galeria do Desassossego – daí o nome –, sob a orientação de Francisco Torrão. Os objetivos são claros: promover, divulgar, preservar e assegurar a sustentabilidade do cante alentejano, um compromisso assumido. E, quanto a projetos, fica a promessa de um novo trabalho discográfico em 2020.

 

O que é este CD de estreia?
Este primeiro disco é o resultado do percurso dos quatro anos do grupo. Inclui as modas que fomos cantando nas nossas atuações. No fundo, ouvir o disco é como assistir a uma atuação nossa. Quem produziu e editou o CD, para além de nós, foram dois amigos do grupo, o Hugo Bentes e o Justino Matos. O CD será disponibilizado por qualquer um dos membros do grupo a quem o solicitar, a troco da continuação da simpatia e do apoio com que nos têm brindado.

 

Qual a história do grupo?
O grupo nasce de uma reunião de amigos de Beja, Serpa, Cuba, Vidigueira, de outros concelhos e até da Holanda… Estes amigos, tendo o hábito de cantar, e alguns até com conhecimentos musicais, decidiram “oficializar” o conjunto. E assim começámos a ensaiar na Galeria do Desassossego, daí o nome, sob a orientação do mestre Francisco Torrão. Passámos depois por alguns locais de ensaio  e agora ensaiamos no Centro Unesco em Beja. A constituição do grupo foi mudando mas fizemos questão de pôr os nomes de todos quantos já passaram pelo grupo na capa do CD… Os convites para atuar foram surgindo, até que tivemos de nos “vestir” adequadamente, associarmo-nos e “profissionalizarmo-nos”. Mas os objetivos são muito concretos: promover, divulgar, preservar e assegurar a sustentabilidade do cante alentejano, um compromisso por nós assumido e reforçado pela consagração do cante a Património Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco.

 

Que projetos artísticos têm?
O grupo dos Cantadores do Desassossego é dinâmico. Por isso vamos aceitando todas as atuações para que nos convidam, e são muitas, sempre que podemos. Para o ano chegará a altura de brindarmos os nossos amigos e admiradores com novo trabalho, mais dedicado a Beja e já com a marca do mestre Zé Diogo.

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