A propósito do registo “na passagem de ano”, nomeadamente, na noite de réveillon, de uma ocupação superior a 90 por cento na hotelaria do Alentejo o “Diário do Alentejo” conversou com o presidente da Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo sobre a mesma taxa de ocupação na região bejense, assim como as nacionalidades, as datas e as motivações dos visitantes. José Manuel Santos reforçou, também, a sua opinião quanto à importância para a região de programas de fim de ano “fortes”.
Texto José Serrano
A hotelaria do Alentejo registou na “passagem de ano”, nomeadamente, na noite de réveillon, uma ocupação superior a 90 por cento. Esta taxa de ocupação na região traduziu-se na hotelaria bejense da mesma forma?Na hotelaria da cidade a ocupação ficou ligeiramente mais abaixo, a rondar os 75 por cento, sendo que nos hotéis resort e nas unidades de turismo rural do concelho, a ocupação foi de 100 por cento.
Quais as nacionalidades, maioritárias, do público que visitou a região, nesta data, e quais as fundamentais motivações dessa visita?Foram os portugueses, claramente, a liderar esta visita de fim de ano à região, sendo que registámos, no entanto, a vinda de mais turistas espanhóis. As principais motivações que levaram os turistas a visitarem a região foram o descanso e divertimento, usufruindo das atividades de animação e do enoturismo.
Qual a importância para a região, no seu entender, de programas de fim de ano “fortes”? O fim de ano, de forma geral vende-se bem no Alentejo, sendo que registamos, também, cada vez mais, um maior número de vendas durante a época natalícia. Uma das unidades mais antigas da cidade de Beja, que integra um grupo hoteleiro nacional, registou melhor ocupação no Natal (mais de 70 por cento de ocupação), que no final do ano. Acredito que Beja deve aprofundar a sua vocação de cidade ao sul, entre o Algarve e Lisboa, e criar um programa de animação e entretenimento para a época natalícia e de final de ano. Beja tem excelente hotelaria, é uma marca forte no enoturismo nacional e berço de uma geração fantástica de artistas e músicos ligados ao cante alentejano e aquilo a que agora se chama o “universo pop alentejano”. Deixo uma sugestão: porque não um grande programa de fim de ano, em Beja, que reúna estes artistas?