O antigo líder da Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo, visitou o Centro Paroquial e Social do Salvador de Beja para “sensibilizar” para as “dificuldades” sentidas pelas instituições particulares de solidariedade social (IPSS), enquanto André Ventura iniciou a sua campanha em Castro Verde. António José Seguro reuniu-se com apoiantes num almoço-convívio em Vidigueira e António Filipe esteve em Cuba, Beja e Aljustrel para falar sobre a situação “inaceitável” da ferrovia.
Texto Ana Filipa Sousa de Sousa
João Cotrim Figueiredo visitou, ainda antes do arranque oficial da campanha, o Centro Paroquial e Social do Salvador de Beja para “chamar a atenção” para as “dificuldades” sentidas pelas instituições particulares de solidariedade social (IPSS) que, “um pouco por todo o País”, estão a “aguentar há muito tempo”. Segundo o candidato presidencial, os principais problemas deste tipo de equipamentos sociais prendem-se com “a dificuldade de encontrar e reter o pessoal” nas diferentes valências, assim como de “fazer tudo aquilo que gostariam com uma atualização insuficiente dos valores de comparticipação da Segurança Social (SS)” que “atualiza esses valores à taxa de inflação, [sendo que] boa parte dos custos, sobretudo os salariais, crescem a um ritmo superior a esse”.Desta forma, o candidato, que recebeu um quadro pintado pelas crianças da creche, admitiu que a escolha desta IPSS – que acolhe “mais de 300 crianças até aos quatro anos e quase 200 idosos em regime residencial” e onde estas “duas realidades convivem” – permite “sensibilizar quem possa resolver [estes problemas] para o fazer o mais rapidamente possível”. No primeiro dia de campanha, domingo, dia, o também candidato André Ventura realizou um comício em Castro Verde onde destacou que o Chega é “um tornado em direção ao sistema político” e que pretende vencer por “amplíssima margem” no próximo dia 18.O presidente do Chega reforçou, ainda, a ideia de que “há tudo para os imigrantes e nada para os portugueses”, que “não haverá um cêntimo para as mesquitas em Portugal” e que “os ciganos têm de cumprir a lei”.Por sua vez, na segunda-feira, dia 5, foi a vez de António José Seguro reunir-se com apoiantes num almoço-convívio em Vidigueira e defender “uma separação completa entre política e os negócios”.“Avancei sem nenhum acordo com nenhum partido, com nenhum interesse económico, com nenhum interesse mediático. Tive a coragem porque senti que posso ser útil ao nosso País no cargo de Presidente da República”, disse. Para o ex-ministro adjunto, um Presidente da República deve ser “exigente na dimensão ética, mas também num combate à corrupção, que tem que ser erradicada do nosso país”, defendendo que este último será uma das suas causas em Belém “doa a quem doer”.O último candidato a visitar o distrito antes do fecho da presente edição do “DA” foi António Filipe na quarta-feira, dia 7. Em Cuba, o também candidato presidencial considerou que o desinvestimento na ferrovia é “inaceitável” e “um reflexo de políticas de abandono no interior do país”. Para António Filipe são estes “problemas concretos que dizem respeito ao dia a dia das populações”, nomeadamente as “más acessibilidades”, o “encerramento de serviços públicos” e a falta de eletrificação da linha férrea, que “deveriam estar no centro do debate político em torno das eleições presidenciais”. O ex-deputado do PCP esteve depois em Aljustrel numa sessão pública com o Sindicato dos Trabalhadores da Industria Mineira e em Beja num jantar com apoiantes.