A Câmara Municipal de Odemira revela que o Orçamento e as Grandes Opções do Plano para 2026, no concelho, assentarão em quatro grandes áreas, nomeadamente, Habitação, Educação, Mobilidade e Saúde. Em Vidigueira, o documento congénere aprovado dá destaque à proteção civil, luta contra incêndios, Educação, Habitação e reforço de medidas sociais.
A Câmara de Odemira aprovou o Orçamento e as Grandes Opções do Plano para 2026, no valor de 73 milhões e 655 mil euros, valor que possibilitará “a concretização de investimentos em curso e a definição de projetos e respostas futuras”, refere comunicado da autarquia.Assim, na habitação pretende-se a continuidade do investimento “em mais soluções para arrendamento a valores acessíveis” e a disponibilidade de lotes municipais para construção de habitação própria. Na Educação, o objetivo é lançar “as obras de requalificação das 3 escolas prioritárias” – Escola Secundária de Odemira, EB 2,3 de São Teotónio e EB2,3 Damião de Odemira –, “do novo Centro Escolar do Almograve, investir na qualificação do parque escolar e apoiar, já em 2026, a criação de 100 novos lugares em creche”. Na dimensão da Saúde “importa terminar as obras do serviço de urgências básico de Odemira, do novo polo de saúde de Vila Nova de Milfontes e as ampliações dos polos de saúde de São Teotónio e de Almograve”. No âmbito da Mobilidade, “serão concretizadas as obras em curso na rede viária municipal”, projetadas beneficiações “de ruas e estradas municipais” e lançado concurso para 25 novos pontos de carregamento elétrico de viaturas. “2026 ficará, ainda, marcado pela conclusão da requalificação urbana de Zambujeira do Mar e do espaço para novas empresas de Odemira”, refere o comunicado. O presidente da Câmara de Odemira, Hélder Guerreiro, afirma que “o foco serão as pessoas” e que as ações a desenvolver centram-se no “desenvolvimento, na qualidade dos serviços, dos equipamentos e dos espaços públicos e na cidadania”, capaz de estimular uma participação “informada”, exercida “em liberdade e com justiça.” O autarca sublinha que “serão reforçadas as políticas públicas locais de desenvolvimento sustentável, com o propósito de criação de mais riqueza distribuída, que promova a melhoria da qualidade de vida”. O Orçamento e as Grandes Opções do Plano para o ano de 2026 foram aprovados, por maioria, na reunião da câmara municipal realizada no dia 16 (com quatro votos a favor do PS, um voto contra da CDU, um voto contra do Chega e uma abstenção da AD), tendo sido posteriormente aprovados, no dia 23, também, por maioria, na sessão ordinária da Assembleia Municipal (19 votos a favor do PS, sete votos contra da CDU, quatro votos contra do Chega e três abstenções da AD).Também, em Vidigueira, a respetiva assembleia municipal, reunida a 29 de dezembro, aprovou por maioria, com os votos a favor do PS e da Coligação PPD/PSD-CDS/PP, e com a abstenção da CDU e do Chega, a proposta de Orçamento e Grandes Opções do Plano para o ano de 2026, apresentada pelo executivo municipal, com um valor global de 13 milhões e 889 mil euros.Ricardo Bonito, presidente da câmara municipal, fez questão de referir que neste orçamento se encontram incluídas propostas chegadas “dos partidos com assento na Assembleia Municipal de Vidigueira”, algo que “não tem sido prática neste município, e que conseguimos implementar já para 2026”. O autarca, revelando ser este “o maior orçamento de sempre no município”, destaca o investimento que o documento contempla nas áreas “da proteção civil e luta contra incêndios”, assim como em projetos “nas áreas do ambiente e eficiência energética”. No que respeita às funções sociais, destaca a Educação, em que se prevê a criação da Plataforma “Bento Espinosa”, que visa colocar em rede os estudantes do concelho. De entre as várias medidas incluídas, Ricardo Bonito acentua, ainda, “o aumento da comparticipação de medicamentos, as melhorias habitacionais e ainda o apoio financeiro às várias instituições de carácter social do concelho”. Referindo que, ainda que este não seja “o orçamento ideal, é o orçamento possível”, não deixando de refletir, “a marca identitária” de um executivo “que agora iniciou as suas funções” e da sua “visão para o concelho de Vidigueira”.
José Serrano