Diário do Alentejo

A noite eleitoral em Beja

17 de outubro 2025 - 10:00
Fotos | Ricardo Zambujo

A vitória inédita de Nuno Palma Ferro em Beja

 

Texto | Marco Monteiro CândidoFotos | Ricardo Zambujo

 

A noite de 12 de outubro de 2025 vai ficar para sempre marcada na história das eleições autárquicas do concelho de Beja. Esta foi a noite em que uma coligação de direita, o Beja Consegue, força que integra o PSD, o CDS-PP e a IL, venceu a Câmara Municipal de Beja, desde 1976.O largo dos Correios, na cidade capital de distrito, está cheio. Cheio de militantes e simpatizantes da força liderada por Nuno Palma Ferro, o novo presidente da Câmara Municipal de Beja, naquela que pode ser considerada uma vitória histórica. O clima de festa é visível e natural. Bastante audível, até pelos foguetes que se vão ouvindo, na noite escura.

Em declarações em exclusivo ao “Diário do Alentejo”, Nuno Palma Ferro começa por dizer que “as primeiras palavras são de agradecimento e de união”. “A partir de amanhã precisamos de todos e precisamos de nos juntar todos para promover e elevar a nossa cidade. E uma saudação aos meus adversários políticos. Amanhã preciso deles, também, para construirmos um futuro melhor”.

Sobre o facto de ser uma vitória inédita, Nuno Palma Ferro refere que o propósito é “unir a cidade”, referindo que isso ficará para a comunicação social analisar, já que terá “outros trabalhos para fazer, por Beja, e para Beja”.

A propósito do caminho percorrido até à vitória, o novo presidente da autarquia refere que começou desde o princípio do projeto Beja Consegue, há cinco anos. “Foram cinco anos de aprendizagem, de ganhar maturidade e culmina hoje com uma grande alegria. Mas o desafio maior é como disse: amanhã começa o desafio maior para o Beja Consegue, porque Beja vai conseguir, com muito trabalho pela frente”.

Os foguetes continuam a ouvir-se. Os risos e a emoção dominam o largo dos Correios. E o novo presidente da Câmara Municipal de Beja vai-se perdendo, entre abraços e beijos de todos os que por ali estão.

 

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Paulo Arsénio: O sabor agridoce da derrota em Beja

 

Texto | Ana Filipa Sousa de SousaFotos | Ricardo Zambujo

 

A sala branca da sede de campanha do Partido Socialista (PS) em Beja vive, neste momento, um misto de sentimentos. Por um lado, parabenizam-se os presidentes de freguesia eleitos nas diferentes freguesias rurais, por outro surgem palavras e abraços de consolo ao atual presidente da câmara municipal e candidato, Paulo Arsénio.

Ao “Diário do Alentejo” (“DA”), o cabeça de lista à câmara afirma que este “é um resultado muito negativo” para o seu partido, primeiramente, por se ter “perdido mais juntas do que aquelas que ganhámos” e, depois, por não se conseguir dar início ao “novo ciclo a que nos propúnhamos”.

“Saímos, no entanto, de cabeça erguida da Câmara Municipal de Beja. Recuperámos, valorizámos e promovemos Beja de uma forma muito significativa e criámos um conjunto de condições, como fui dizendo ao longo da campanha, que agora permitiriam entrar no novo ciclo”, assegura.Segundo Paulo Arsénio, “cabe agora ao futuro presidente e ao futuro executivo com pelouros desenvolverem algumas das nossas ideias, eventualmente, em continuidade, e aplicarem também muitas das suas, nomeadamente, o seu programa eleitoral”.

Visivelmente transtornado, o candidato do PS parabeniza Nuno Palma Ferro, cabeça de lista pela coligação Beja Consegue (PSD/CDS-PP/IL), pela vitória do seu partido, desejando--lhe “as maiores felicidades”.

“Da nossa parte, há um responsável por este resultado, e esse responsável sou eu, e, portanto, agradeço a todos os candidatos. Nós estaremos cá, como sempre, para construir Beja, para ajudar a que Beja se afirme no panorama nacional e que sejamos cada vez mais aquele centro do sul que temos vindo a ser e queremos que continue a ser”, diz ao “DA”.

Em jeito de balanço, Paulo Arsénio garantiu que o seu percurso nos últimos oito anos “foi muito gratificante” e que “a política faz-se de ciclos”. “O nosso vai chegar ao fim no final do mês de outubro e foi um ciclo para Beja de que as pessoas agora se cansaram e quiseram dar oportunidade o outro executivo”, resume.

 

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