Diário do Alentejo

Câmara de Vidigueira pede suspensão de aulas presencias

08 de janeiro 2021 - 16:00

A Câmara de Vidigueira pediu ao delegado de Saúde a suspensão do ensino presencial nas escolas locais, devido ao aumento "bastante significativo" do número de casos de infeção pelo vírus da doença covid-19 no concelho. Em comunicado, a autarquia explica que, "face aos riscos" inerentes ao aumento de casos, pediu a suspensão do ensino presencial e a implementação do regime de ensino à distância.

 

O pedido abrange todos os alunos de educação pré-escolar e do ensino básico do Agrupamento de Escolas de Vidigueira e da Escola Profissional Fialho de Almeida, "em complemento" à solicitação já feita por esta.

 

Segundo a autarquia, com a suspensão do ensino presencial, que sugere vigorar durante as próximas duas a três semanas deste mês, será possível "proteger a comunidade local e, ao mesmo tempo, conter uma eventual difusão por contágio" do vírus da covid-19.

 

De acordo com dados da autoridade de Saúde local, "o concelho de Vidigueira tem evidenciado nas últimas semanas um crescimento bastante significativo no número de infetados pelo vírus SARS-CoV-2 no seio da comunidade, o que se tem repercutido nos agregados familiares", referiu o município.

 

Além disso, frisou, este município passou a integrar, na quinta-feira, a lista de 56 concelhos de Portugal continental com risco extremamente elevado de contágio e, desde hoje, está sujeito a medidas mais restritivas para contenção da covid-19. "Esta situação está a gerar elevada preocupação em toda a comunidade" e, "principalmente", a nível escolar, quer entre alunos e encarregados de educação, quer entre professores e auxiliares de ação educativa, sublinhou.

 

A Escola Profissional Fialho de Almeida já colocou à consideração da autoridade de Saúde local o seu fecho para aulas presenciais e com a garantia de funcionamento das aulas através de plataformas digitais, indicou o município.

 

Por outro lado, no contexto atual, e apesar dos seus esforços e das medidas implementadas, a autarquia considerou que, com a manutenção do ensino presencial, "o risco de contágio epidemiológico é bastante elevado ao nível dos estabelecimentos escolares" e poderá transmitir-se às famílias e restante população.

 

O município notou também que "muitos alunos têm necessidade de se deslocar para a sede do concelho diariamente em transporte público e municipal", o que "eleva os riscos de contágio". Existe ainda o risco de não existir pessoal auxiliar em número suficiente para garantir a manutenção das regras de segurança nas escolas devido a isolamentos profiláticos.

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