O Rugby Clube de Beja conseguiu, no último domingo, a sua primeira vitória (por 44-33) em jogos oficiais, na última partida do Campeonato Nacional da 3.ª Divisão, disputada no Complexo Desportivo Fernando Mamede, em Beja, frente à formação lisboeta dos Dark Horses Rugby.
Texto e Foto | Firmino Paixão
“Hoje, desse por onde desse, tínhamos por objetivo ganhar aos Dark Horses”, revelou o presidente do Rugby Clube de Beja, Pedro Pereira, no final da partida frente aos lisboetas, que encerrou a época desportiva. O dirigente enfatizou: “A nossa casa é a nossa casa e aqui sabemos nós aquilo que queremos. Foi a nossa primeira vitória em competições oficiais, tem um enorme significado, mas também se deve ao apoio inexcedível do público que esteve hoje nesta bancada e que foi absolutamente fantástico. Aliás, temos alguns projetos em mente e estas pessoas são importantes para que eles se concretizem. Hoje foi um dia de festa”. O futuro, admitiu o líder dos autodenominados “Falcões”, passará por: “Fortalecer a formação, porque sem isso não termos futuro. Acima de tudo queremos um espaço para podermos trabalhar com os nossos miúdos, temos uma escola muito boa. Também temos um contacto para promovermos um torneio com equipas de País de Gales com Portugal. A federação já está a par disso. Queremos trazer o rugby para Beja na máxima força e vamos já preparar a próxima época, porque, esta, em princípio, está fechada”. Recorde-se que, muito recentemente, o clube disputou, também em Beja, um jogo particular com a formação do Cwmbran Rugby Club, do País de Gales, aproveitando o estágio que os galeses efetuaram em Albufeira. E a ideia, vincou Pedro Pereira, é crescer. “O rugby é uma modalidade que se aprende, mas evolui-se jogando com os melhores e aprendendo com eles. O nosso jogo com a equipa do País de Gales deu frutos, fez acordar a nossa equipa, motivou os nossos jogadores e permitiu que pudéssemos desfrutar desta vitória que nos tirou do último lugar do nosso campeonato, e isso significa que estamos a crescer”. Mas, estará a modalidade definitivamente afirmada em Beja? “Quero acreditar que sim. Mas temos ainda outro passo para dar, que é despertar a comunidade bejense para esta realidade. Será muito importante que isso aconteça, mas precisamos de jogos vitoriosos para nos darem confiança e motivação e fazermos com que as pessoas acreditem no projeto”.