O 48.º Torneio Inter-Regiões sub/14 masculinos em Hóquei em Patins começou hoje no Pavilhão Municipal João Serra Magalhães, na cidade de Beja, e prolonga-se até ao próximo domingo. Estão presentes 11 seleções regionais do continente e ilhas e uma equipa do projeto “Observar e Validar o Futuro”, da Federação de Patinagem de Portugal.
Texto Firmino Paixão
Que a equipa tenha capacidade para lutar pelos jogos é o que o selecionador regional, Carlos Resende, pede ao leque de atletas que escolheu para disputarem esta edição do Torneio Inter-Regiões, sublinhando que o número reduzido de atletas e a dimensão geográfica do território tutelado pela Associação de Patinagem do Alentejo dificultam a melhor preparação de seleção. Mas admite que fez uma escolha consciente: “Nunca é uma escolha fácil, mas foi uma escolha em consciência. O leque não é muito alargado, principalmente, em jogadores de segundo ano e, neste torneio, como aparecem atletas muito físicos, ainda nos complica mais as escolhas”. Quanto ao número de treinos, o técnico referiu: “No ano passado tivemos 16 ou 17 treinos e neste ano só conseguimos 12, e isso nota-se, mas foi o que conseguimos fazer. Recebemos o Inter-Regiões em casa, cabe-nos tentar, pelo menos, ter a capacidade de lutar pelos jogos. O resto será uma questão de sorte, as bolas que entram, as que não entram ou que vão à trave”. Carlos Resende realçou também a importância de os jovens trabalharem muito bem nos respetivos clubes, considerando: “Isso é muito importante, mas acho que depois da pandemia os jogadores vêm cada vez melhor preparados. Acredito até que a próxima geração ainda virá melhor, técnica e taticamente, e a seguir as coisas irão melhorar, porque os clubes estão a trabalhar cada vez melhor”. Porém, deixou um alerta sobre o estado atual da modalidade: “Para quem gosta de hóquei em patins, e eu não quero ser pessimista, acho que a modalidade precisa de uma volta muito grande e todos nós, federação, associações, clubes, técnicos e dirigentes, teremos de pensar seriamente e de uma forma global todo o nosso hóquei em patins, porque estamos, cada vez mais, a perder protagonismo e as pessoas a afastarem-se do associativismo”.
