Uma vitória, um empate e duas derrotas, quatro pontos e o sexto lugar no grupo C do Torneio Interassociações de Futsal sub/13 masculinos foi o palmarés conseguido pela jovem seleção da Associação de Futebol de Beja. O torneio foi dinamizado pela Federação Portuguesa de Futebol com a dinâmica organizativa da Associação de Futebol de Beja e apoios das câmaras municipais de Aljustrel, Beja, Cuba e Ferreira do Alentejo.
Texto e Fotos | Firmino Paixão
“Um espaço de observação e deteção de jovens talentos pelos quadros técnicos da Federação Portuguesa de Futebol”. É assim que o organismo que tutela a modalidade em Portugal definiu os objetivos da competição que decorreu no Baixo Alentejo entre os dias 14 e 17 do corrente mês, acentuando, a federação, que este momento competitivo foi “como uma plataforma de crescimento dos jovens praticantes em termos desportivos, mas, também, ao nível cultural e social”. E, nesse pressuposto, não subsistirão dúvidas de que os jovens das 22 seleções representativas das associações distritais e regionais de futebol terão levado desta região boas memórias. Os jogos, 44 no total, decorreram nos pavilhões municipais de Aljustrel, Cuba, Ferreira do Alentejo e Beja (Pavilhão João Serra Magalhães e Pavilhão da Escola de Santa Maria). A competição terminou com a partida entre as seleções da AFBeja e da AFHorta, que se concluiu com o triunfo dos bejenses por 4-1, depois de terem perdido com a Guarda (2-13) e com Viana do Castelo (1-7) e empatado com Portalegre (2-2). A Associação de Futebol de Portalegre, que competiu no mesmo grupo de Beja, concluiu a prova, também, com quatro pontos. Évora terminou no último lugar do grupo B, sem qualquer ponto. No encerramento da jornada competitiva, Fábio Pacheco, o selecionador regional de Beja, deixou uma nota positiva à prestação da sua equipa: “Foi o melhor resultado de sempre dos nossos sub/13. O trabalho está aí, está à vista. Mas temos de agradecer ao Núcleo do Sporting Clube de Portugal em Moura, ao Grupo Desportivo e Cultural de Baronia e ao Negrilhos Futebol Clube, os três clubes que apostam na formação em futsal. Foram 37 miúdos os que integraram a selecção sub/13 e que integraram a selecção sub/15, são os clubes que estão a apostar no futsal real. Adorei a experiência, principalmente, neste torneio, em que já merecíamos o melhor resultado da Associação de Futebol de Beja neste escalão”. Falando mais especificamente dos jogos, o treinador comentou: “A vitória com a AFHorta foi mais do que justa. Fizemos grandes jogos. Contra Portalegre merecíamos ter ganho, empatámos no último segundo. Contra Viana do Castelo, que tem uma grande seleção e com enorme crescimento nos últimos anos, perdemos num grande jogo, com um pavilhão lotado. Tivemos depois um jogo menos conseguido com a AFGuarda, em que se notou bastante uma certa quebra física mas o último jogo, com a Horta, foi uma grande partida. Estávamos a perder por um a zero ao intervalo e, na segunda parte, fizemos quatro golos. Mostrámos muita qualidade”. Qualidade e talento, e um progressivo crescimento, foram pormenores que os comandados de Fábio Pacheco revelaram ao longo da competição, admitiu o selecionador. “Nesta seleção, dos 10 jogadores de campo, só dois é que não estarão connosco para o ano. Mas nós não podemos parar. Já estou nisto há três anos, é algo que quero muito e os miúdos também querem. Nós não iremos parar”. A descentralização deste torneio para o distrito de Beja poderá ter vindo ao encontro desta vontade, deste crer de Fábio Pacheco. Uma ferramenta promocional. “Eu gostaria que sim. Temos de crescer muito mais, porque a cidade precisa de ter a modalidade de futsal”. Num último registo, Fábio Pacheco fez notar: “Ter a minha modalidade favorita, na minha cidade, é sempre algo especial. E, apesar da falta de investimento dos bejenses na modalidade, existem praticantes que querem muito isto. Temos muita qualidade na cidade e no distrito, mas faltam equipas de futsal e não existem espaços para que ele se pratique. Terá de existir espaço para praticar uma modalidade de pavilhão que é a mais praticada em todo o País. A falta de espaços na nossa cidade e no nosso distrito é uma injustiça, principalmente, para estes miúdos. Não falo de equipas seniores, falo de formação”. E insistiu: “Precisamos de espaços e o torneio que decorreu aqui na nossa região é um exemplo disso. Miúdos entre os 10 e os 12 anos a praticar futsal, como diz o mister Jorge Braz (selecionador nacional), futsal de alta qualidade. Miúdos que dominam os fundamentos do futsal, querem e mostram muita vontade de aprender e nós temos de lhes dar essa oportunidade. Como? Criando estes torneios, criando dinâmicas e criando espaços para o futsal crescer”.