Diário do Alentejo

Resultados e classificações: Contas certas?

20 de fevereiro 2026 - 16:00
O Futebol Clube de Serpa regressa a casa para receber o Malveira e o Vasco da Gama jogará em Setúbal

O Serpa empatou a duas bolas no terreno do Vasco da Gama. Um ponto para cada lado. Soube a pouco, mas foi melhor do que nada. O jogo foi muito agitado dentro, e em redor, do relvado do municipal de Vidigueira.

 

Texto e Foto | Firmino Paixão

 

O Serpa esteve por duas vezes em vantagem no marcador, mas o Vasco da Gama acabou, em ambos os casos, por conseguir igualar a partida. O empate é um resultado aceitável, como se aceitaria uma eventual vitória dos visitantes, tal o volume de lances, sobretudo, no segundo período de jogo, em que poderiam ter voltado a marcar. Já aqui tínhamos escrito que este dérbi entre emblemas vizinhos era uma partida que ambos precisavam de ganhar, mas também nenhum poderia perder. Empataram, ficou tudo na mesma, a posição extremamente difícil com que o Vasco da Gama entrou para este jogo mantém a mesma dose de incerteza sobre a sobrevivência neste patamar, a quinta posição que o Serpa ocupa na tabela mantém a mesma fragilidade que existia antes da deslocação a Vidigueira. Agora, lá está, pontuar em casa alheia é bom e nada justifica os assobios que se ouviram vindos das hostes do Serpa, em que um adepto pedia a Francisco Barão que fizesse a mala e fosse embora. E foi! O protesto, se calhar, foi premonitório. No dia seguinte o clube acertou as contas com o técnico. Barão saiu e foi prontamente rendido por João Trindade, ex-treinador do Arronches. Coisas do futebol. Um jogo deveria ser um momento de festa. Um momento em que os adeptos não se sentissem confinados a uma determinada área do estádio. Um momento em que os atletas respeitassem o público que paga bilhete e não o confrontassem com ressabiamentos de terem representado este ou aquele clube e agora marcassem golos na sua baliza. Serpa e Vasco da Gama já não se reencontrarão nesta época, sabe-se lá quando voltarão a jogar um com o outro, porque ainda não se conhece o futuro de cada um deles, mas as relações desportivas e institucionais entre dois emblemas da mesma região, com tão curta distância geográfica entre si, mereciam ser mais sensatas e cordiais. Tenhamos esperança, porque o verde é a cor da esperança e ambos vestem e ostentam essa cor na sua simbologia heráldica.O “Distritalão” galgou mais uma jornada, sem alterações de vulto na tabela classificativa. O Mineiro venceu o Moura e permanece no primeiro lugar, o Castrense goleou o Cuba e mantém o segundo, ambos com a mesma pontuação. O Milfontes venceu em Beja e segurou o terceiro posto. Já equipas como o Almodôvar, Moura, Albernoense, Renascente e Ferreirense ficaram mais distantes do topo. O Aldenovense subiu um furo na tabela. Importa agora olhar, particularmente, para dois jogos do próximo fim de semana: as deslocações do Aljustrelense para Milfontes e do Castrense para Almodôvar. Estes, sim. Poderão mexer com o topo da classificação. No segundo escalão, Barrancos e Bairro da Conceição (ambos da série A) já se qualificaram para a fase final do campeonato, Negrilhos e Messejanense (série B) estão lá com um pé e, na série C, permanece a luta, não só por esses dois lugares na fase final, como pelas duas vagas na divisão de honra.

 

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