Diário do Alentejo

Beja Basket Clube organizou a segunda etapa do Circuito Super Estrelas Baby Basket + Super 8

04 de janeiro 2026 - 08:00
“Jogar é divertido”
Foto | Firmino PaixãoFoto | Firmino Paixão

O Pavilhão Municipal de Desportos João Serra Magalhães, em Beja, recebeu, no sábado, 21 de dezembro, a segunda etapa do Circuito Super Estrelas Baby Basket + Super 8, uma competição organizada pelo Beja Basket Clube, sob delegação da Associação de Basquetebol do Alentejo.

 

Texto Firmino Paixão

 

O Beja Basket Clube, enquanto anfitrião, a AJES – Associação Juvenil de Estremoz, o Clube Elvense de Natação, o Grupo Desportivo e Recreativo André de Resende e os Salesianos, ambos de Évora, foram os cinco clubes que participaram na segunda etapa do Circuito Super Estrelas Baby Basket + Super 8 realizada na cidade de Beja, um evento que reuniu cerca de meia centena de jovens. Luís Caramba, coordenador do minibasquete no Beja Basket Clube, revelou: “Nesta etapa deveriam ter estado oito clubes mas, numa época tão próxima do Natal, com os miúdos em férias, só conseguimos reunir aqui cinco clubes, cerca de meia centena de atletas, um número que é excelente, atendendo às condicionantes que referi”. A primeira etapa realizou-se em Évora, igualmente bem participada, com organização dos Salesianos, e o circuito rodará pelos restantes clubes que dinamizam o minibasquete nos escalões de mini/8 e mini/10. Luís caramba fez notar: “Esta é uma etapa, primeiro do que tudo, de diversão”. E justificou: “Se as crianças não se divertirem a praticar desporto, seja de que modalidade for, nunca irão gostar. Esta é uma fase inicial, tivemos aqui mini baby, miúdos com quatro e cinco anos já a encestar bolas, depois tivemos os mini/8, fazendo a mesma coisa, com um carácter, aparentemente, mais competitivo, mas, em ambos os casos”, a “intenção é que se divirtam e que sintam prazer em estar aqui a praticar basquetebol. Não tivemos mesa de cronometragem e se não tivessem existido árbitros também não faria diferença alguma, nem haveria qualquer problema, porque o que interessa é que eles tenham uma bola e uma equipa”. Não se valorizaram as regras, nem os princípios de jogo, apenas interessava que soubessem bater a bola e aprendessem a lançá-la ao cesto, “dois movimentos básicos da modalidade”. Dois escalões em que os meninos e meninas tiveram um primeiro (neste caso, o segundo) contacto com a modalidade, e em que o Beja Basket Clube está bem apetrechado. “Nestes dois escalões, o baby basket e o mini/8, temos cerca de 30 crianças”, adiantou o coordenador, considerando: “É um número excelente, tendo em conta a região em que estamos e a disponibilidade de meninos e meninas para a prática desportiva. Temos de ter em conta que os miúdos hoje têm outros apelos, nomeadamente, jogos virtuais, por isso o nosso papel é inverter esse cenário de possível dependência de ecrãs. Penso que estamos a conseguir, no entanto, nunca damos a tarefa por completa, pois queremos sempre mais miúdos a praticar e a conhecer o basquetebol”. O Beja Basket Clube é um dos 18 clubes nacionais, e único no Alentejo, certificados pela Federação Portuguesa de Basquetebol, como Escola Portuguesa de Mini Basquete. O circuito, admitiu Luís Caramba, será, eventualmente, também uma ferramenta de fidelização das crianças à modalidade e ao clube. “Este é um momento em que pensamos fidelizar ao nosso clube não só os atletas, mas também os pais. O grande problema nestas idades é que a grande maioria das crianças pratica todos os desportos, mas há ainda um número elevado que não tem qualquer prática desportiva, são esses a quem nós queremos chegar e trazer para o basquetebol”. Reconheceu, contudo: “Mais adiante os miúdos farão as suas escolhas e decidirão qual a modalidade preferida, mas agora não estamos preocupados com isso, preocupamo-nos é que não tenham qualquer actividade desportiva. Queremos que ganhem hábitos de prática desportiva. Se ficarem connosco, tudo bem, se optarem por outra modalidade, não nos preocupa, porque já está ganho para o desporto e quem sabe se, no futuro, não voltará ao basquetebol”. E, sim, muitos terão voltado, porque o clube está consolidado, tem um elevado património em recursos humanos, ancorado às várias equipas de diferentes escalões e ambos os géneros, admitiu o coordenador: “O Beja Basket Clube está bem, a direção tem feito um esforço enorme em profissionalizar o corpo técnico, pois, se não for assim, não existirá compromisso. As pessoas de hoje não são as mesmas de há 40 anos, nessa altura havia poucas coisas e as pessoas agarravam-se todas a elas. Hoje em dia temos muita variedade, temos muito por onde nos dispersarmos e, então, só com a profissionalização das estruturas técnicas é que conseguiremos ter alguns resultados. É verdade que já vamos tendo, mas o ser humano nunca deve estar satisfeito e nós somos humanos, queremos sempre mais e melhor em termos de objetivos”. Ou seja, compromisso é a palavra-chave do clube? “Sim, no Beja Basket Clube, no desporto em geral, mas também nas nossas vidas. Se nós não tivermos compromisso não conseguiremos alcançar objectivos. A resiliência é muito importante, se não alcançarmos as metas que traçamos nunca conseguiremos nada. Se eu tiver o desejo de conseguir determinada meta terei de me comprometer e tentar tudo para que isso seja uma realidade, ainda que pelo caminho tenha uma ou outra queda”, concluiu Luís Caramba.

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