Diário do Alentejo

Marta Guerreiro, coordenadora da PédeXumbo

06 de fevereiro 2020 - 11:40
DRDR

Texto Nélia Pedrosa


Tiveram início no dia 14 de janeiro as sessões de preparação para o projeto com a comunidade de Entradas e Castro Verde, no âmbito do Entrudanças, que decorrerá de 21 a 23 deste mês, tendo como tema “Pão”. Porquê a escolha deste tema?
O tema “Pão” surgiu por ser um elemento que faz parte do universo Alentejo e um alimento importante em grande parte do mundo, podendo ser um elemento agregador de culturas. O que nos remete, também, a um dos elementos distintivos do Entrudanças: um fim de semana que junta e permite o contacto entre pessoas que vêm de locais diferentes para o mesmo fim. Outra questão que queremos abordar com este tema é o do ciclo da vida que tanto está ligado desde a semente até ao consumo do pão! Pegar neste tema de uma forma metafórica e ao mesmo tempo transpô-lo para as gentes do concelho e as suas memórias e vivenciais.


Que atividades estão a ser desenvolvidas e a quem se destinam?
O projeto artístico que está a ser desenvolvido tem a denominação “Mão na massa” e está a cargo do artista Eduardo Freitas e da realizadora Inês Alvez. É um projeto de artes visuais que pretende refletir valores históricos, sociais e culturais. Ao longo de cinco semanas serão dinamizadas oficinas de artes visuais com a meta de inaugurar uma exposição coletiva no Museu da Ruralidade de Castro Verde no âmbito do festival Entrudanças 2020. Estão a participar no projeto cerca de 180 pessoas: dois grupos de crianças da Creche/Jardim de Infância Lar Jacinto Faleiro, três turmas do Centro Escolar n.º 2 de Castro Verde, 1.º ciclo e pré-Primária da Escola EB1 de Entradas mais alguns pais, turmas de 1.º ciclo e pré-Primária da Escola de Santa Bárbara dos Padrões e utentes do Lar Frei Manoel das Entradas e comunidade de Entradas.


O que destacaria desta edição do Entrudanças e porquê?
Não gostamos de destacar apenas um momento do Entrudanças. Para nós o Entrudanças vale pelo seu todo: o envolvimento local na preparação, mas depois também na festa e acolhimento de todos os que se deslocaram até Entradas; aos artistas convidados que se deixam entrar nesta grande e diferentes comemoração do entrudo; e claro a todos os participantes que vêm há anos celebrar connosco e aos que descobrem o Entrudanças pela primeira vez. O Entrudanças é para ser vivido.


O festival foi criado em 2000. Qual é o balanço que fazem do trabalho desenvolvido com a comunidade ao longo destes anos?
O trabalho com a comunidade no âmbito do Entrudanças é uma marca deste projeto. A comunidade local atualmente adere muito bem às nossas propostas e o envolvimento de todos é sempre muito rico para nós. De ano para ano as pessoas já nos esperam e é sempre com grande sorriso que somos recebidos. Nas primeiras edições do festival em Entradas, ele era sentido como um festival de e para “estrangeiros”, hoje este é das gentes de cá! E isso sente-se por quem vem passar os três dias a Entradas.

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