Diário do Alentejo

Alentejo: Quercus pede estado de emergência climática

08 de agosto 2019 - 15:05

O presidente da associação ambientalista Quercus, Paulo do Carmo, manifestou ontem, quarta-feira, a necessidade de ser declarado o estado de emergência climática para o Alentejo, de modo a combater a desertificação naquela zona.


Paulo do Carmo falava numa conferência de imprensa da "Iniciativa Pró-Montado Alentejo" sobre o agravamento das alterações climáticas no Alentejo, na Academia das Ciências, em Lisboa.
“Acho que era altura de pensarmos seriamente em fazer um desafio às várias autoridades e declarar emergência climática para o Alentejo”, afirmou o dirigente, adiantando que há países como a Alemanha, Bélgica, Canada e Estados Unidos que já o fizeram.


Para combater as alterações climáticas, o presidente da Quercus defendeu que deve haver um trabalho conjunto com o Estado e as autarquias, reiterando que se deve fazer mais pela floresta.


“Nós não podemos só dizer que estamos num bom caminho, que estamos a apostar na descarbonização da economia... É preciso fazer mais na floresta”, sublinhou.
De acordo com o dirigente, é preciso apostar na reflorestação da zona e olhar de forma diferente para o montado.


“Está visível a falta de chuva, mas também de fauna e flora, nomeadamente, no montado. Há uma perda de montado”, disse Paulo do Carmo, que enumerou algumas espécies de animais ameaçadas pela desflorestação, como o lince ibérico, a águia imperial ibérica e o burro preto.


O dirigente indicou que no montado alentejano existem 24 espécies de répteis e anfíbios, 53 por cento das existentes em Portugal continental, 166 espécies de aves e 37 espécies de mamíferos, o que perfaz 60 por cento das existentes em Portugal continental.

 

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