A residência de estudantes Europa, do Instituto Politécnico de Beja (IPBeja), inaugurada em setmebro de 2025, prepara-se para, 10 meses depois, receber os primeiros alunos.
Texto e foto Marco Monteiro Cândido
No passado dia 16, o “Diário do Alentejo” acompanhou a visita de seis alunos (de um grupo de 15) que serão os primeiros a instalarem-se na nova infraestrutura até ao início do novo ano letivo. Estes novos alunos, que já se encontram em outras residências do IPBeja, irão mudar-se para a Europa.Os alunos, que tiveram oportunidade de percorrer os diferentes espaços da residência e perceber como seria o funcionamento do espaço, serão os primeiros dos 503 alojados que a residência poderá acolher. No entanto, nem só de estudantes poderá ser feita a ocupação do espaço, com o primeiro piso a ser destinado a “estadias mais curtas”, nomeadamente, investigadores, professores ou frequentadores de microcredenciais (formações com número de créditos equivalentes a uma disciplina) do IPBeja, naquela que será uma forma de atrair outro tipo de público e oferecer outro tipo de condições aos formandos, referiu o presidente da instituição, Aldo Passarinho. Segundo o responsável, a residência Europa, juntamente com o “consolidar a formação” do IPBeja, nomeadamente, “pós-graduações e microcredenciais”, disponibilizando “ofertas formativas orientadas para a necessidade do território”, poderá trazer uma nova dinâmica à entidade a que preside.Com a entrega do relatório final no âmbito do financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no passado dia 29 de junho, à Agência Nacional Erasmus+ Educação e Formação (responsável por gerir e executar os fundos europeus no âmbito do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior), o processo da residência Europa ficou, efetivamente, finalizado, segundo Aldo Passarinho. Recorde-se que a infraestrutura foi inaugurada a 25 de setembro de 2025 pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, e pelo ministro da Educação, Fernando Alexandre, com a entrada em funcionamento a ser protelada devido a problemas no abastecimento de energia ao edifício por parte da E-Redes.