Diário do Alentejo

Governo vai investir 2,8 milhões de euros para desassorear o rio Mira

18 de julho 2026 - 08:00
Projeto será desenvolvido ao longo de 2027
Foto | CMOdemiraFoto | CMOdemira

O rio Mira, que atravessa o concelho de Odemira, vai ser alvo de um processo de desassoreamento para torná-lo “mais navegável”, num investimento avaliado em cerca de 2,8 milhões de euros. O “pontapé de saída” deu-se na terça-feira, dia 14, com a assinatura do protocolo de colaboração entre a Câmara Municipal de Odemira e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

 

Na passada terça-feira, dia 14, a ministra do Ambiente e Energia esteve em Odemira para dar o “pontapé de saída” de um “projeto que as pessoas estão à espera há muito tempo”, nomeadamente, o desassoreamento do rio, a renaturalização das suas margens e a recuperação dos ecossistemas. De acordo com Maria da Graça Carvalho, o projeto de execução, orçado em cerca de 300 mil euros e financiado pelo Fundo Ambiental, será desenvolvido até ao final deste ano.Por sua vez, as obras de desassoreamento contam com um investimento de 2,8 milhões de euros e decorrerão ao longo de 2027, existindo a possibilidade de serem candidatadas ao programa Sustentável 2030 ou, em alternativa, ao Fundo Ambiental.“Odemira vive muito à volta do seu rio, assim como Vila Nova de Milfontes, daí a importância deste protocolo [de colaboração técnica para a intervenção de restauro ecológico do rio Mira]”, admitiu, em declarações à “Lusa”, a governante.Para o presidente da autarquia, Hélder Guerreiro, o desassoreamento do rio Mira “é um investimento mesmo muito importante” para o concelho, que permitirá a criação de “condições de navegabilidade do rio, que é um dos principais fatores de coesão no território”.“Isso também nos trará novas oportunidades de valorização do rio enquanto meio de termos mais turismo, um turismo diferenciado e associado ao rio e à natureza”, disse.No final da cerimónia, a ministra do Ambiente e Energia revelou, ainda, que os concelhos de Odemira e Mértola poderão vir a integrar o novo “Plano Nacional de Restauro” como “projetos-pilotos” de restauro de natureza. A assinatura do protocolo foi o último momento da visita realizada por Maria da Graça Carvalho ao concelho odemirense, depois de ter realizado uma visita técnica ao referido rio e presidido a uma reunião “para analisar o estado de execução do plano de ação para a valorização” do mesmo com entidades que integram o “Pacto do Mira”.

 

“Lusa”

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