Diário do Alentejo

Candidatos presidenciais visitaram o distrito de Beja

06 de fevereiro 2026 - 15:00
Segunda volta das eleições presidenciais agendada para domingo, dia 8

Os candidatos presidenciais estiveram em Beja e Castro Verde na quarta-feira, dia 4, para visitarem entidades e encontrarem-se com apoiantes. André Ventura reuniu-se com o Comando Territorial de Beja da GNR para chamar a atenção para a necessidade de se olhar para a “segurança” das populações e das forças policiais, enquanto António José Seguro relembrou, num almoço em Castro Verde, as diferenças entre si e o seu opositor.

 

Texto | Ana Filipa Sousa de Sousa*

 

O candidato à Presidência da República André Ventura visitou na quarta-feira, dia 4, o edifício do Comando Territorial de Beja da Guarda Nacional Republicana (GNR). O líder do Chega, em declarações ao “Diário do Alentejo”, referiu ser importante, “ainda mais nas circunstâncias que temos hoje de estar muito mau tempo”, falar-se “na segurança” das populações. “Tivemos relatos de roubos e assaltos, mesmo de pessoas que estão a reunir bens essenciais, em todos os distritos, a supermercados e lojas, e, por isso, espero que a polícia esteja em prontidão para auxiliar, mas também que tenha a capacidade de punir todos aqueles que andam a fazer dinheiro à custa dos outros”, disse, relembrando os acontecimentos que têm ocorrido no centro do País após a passagem da depressão “Kristin”.Apelidando o estado atual de “república das bananas”, André Ventura criticou ainda a falta de prontidão, de respostas e a ausência do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, do comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, e do Governo.“O que é que um candidato [presidencial] deve fazer? Tem de vir ter com estes organismos, como a polícia, a proteção civil e os bombeiros, e com quem precisa e está a tentar fazer o seu melhor. E é isso que estou a fazer, [ou seja] a contrariar as restrições da proteção civil, [mas] a estar ao lado das pessoas e daqueles que estão a lutar pelo bem do País”, argumentou.Segundo André Ventura, “os cidadãos que puderem devem ficar em casa”, mas “os políticos têm de dar a cara neste momento”. O candidato visitou, ainda, a Herdade da Figueirinha, na localidade de São Brissos. Por sua vez, o também candidato presidencial António José Seguro reuniu-se com apoiantes num almoço convívio em Castro Verde e questionou se Portugal aceitará viver “cinco anos de turbulência” e de oposição entre o Presidente da República e o primeiro-ministro.“O País aceita ter um caminho e viver cinco anos de turbulência, de divisão, de semear ódio, pôr portugueses uns contra os outros, de fazer oposição a partir de Belém contra o primeiro-ministro. É isso que os portugueses querem?”, interrogou o ex-ministro adjunto de António Guterres.Segundo António José Seguro, é necessário existir “um Presidente que não foge aos problemas”, que “una [e] que agregue” e que seja “moderado [e] dialogante”, encontrando “nas regras da democracia as soluções para colocar todos”.“Enquanto nós queremos mudar o regime, o meu adversário quer mudar de regime e nós não vamos permitir que se mude de regime porque amamos o nosso regime e a maneira como vivemos nele”, disse. *com ”Lusa”

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