Três Perguntas a Alexandra Parreira, presidente da Associação Académica do Instituto Politécnico de Beja
A propósito da recente eleição dos membros da Associação Académica (AA) do Instituto Politécnico de Beja (IPBeja) o “Diário do Alentejo” conversou com a nova presidente, Alexandra Parreira, sobre as prioridades que estão na sua agenda para este mandato, o distanciamento entre as várias escolas do campus e o papel que a AA deve desempenhar para o alterar, assim como a possibilidade da associação ser uma ponte entre os estudantes e as forças vivas da cidade no sentido de se conseguir uma maior taxa de empregabilidade na região com alunos recém-formados na instituição.
Texto José Serrano
Tendo sido eleita, recentemente, quais os temas prioritários, no âmbito da Associação Académica (AA) do IPBeja, que estão na sua agenda?O nosso foco imediato recai no restabelecimento da comunicação ativa com os estudantes. Após um hiato de quatro anos de inatividade da nossa associação, a prioridade passa por reconstruir os canais de diálogo e a representação, garantindo que o aluno volte a sentir que tem uma estrutura sólida que o defende e representa. O regresso da AA do IPBeja tem de se traduzir em melhorias práticas no dia a dia do campus. É por isso que a nossa agenda para este mandato se centra na valorização do estudante através de eixos fundamentais como ação social, apoio pedagógico e dinamização cultural.
Considera que o intercâmbio que se verifica atualmente entre os estudantes dos vários cursos do IPBeja é o desejável ou há, nesse sentido, um distanciamento entre as várias escolas do campus?Embora o IPBeja seja uma instituição de proximidade, reconhecemos um distanciamento entre escolas e cursos, agravado pela ausência da AA nos últimos anos. Para contrariar esta tendência, a AA do IPBeja vai apostar em projetos transversais e eventos interdepartamentais. Queremos que um aluno de Agronomia e um de Audiovisual e Multimédia se sintam parte da mesma comunidade, estimulando uma partilha que enriquece o currículo e o crescimento pessoal. Já estamos a intervir em momentos de grande simbolismo, como a bênção das pastas, e a dinamizar iniciativas de voluntariado que incentivem os estudantes a sair das suas “bolhas” académicas. O nosso objetivo é que o IPBeja não seja um conjunto de escolas isoladas, mas uma comunidade coesa. Queremos transformar a proximidade física do campus numa proximidade real de vivências.
Admite reunir-se com responsáveis municipais e outras instituições do concelho de forma a elevar o intercâmbio entre a Associação Académica do IPBeja e as forças vivas da cidade, no sentido de se conseguir uma maior taxa de empregabilidade, na região, para os alunos recém-formados?Sem dúvida alguma. Uma das grandes missões desta direção é tornar a AA do IPBeja um parceiro ativo no desenvolvimento estratégico da região. Para isso, é fundamental estabelecer pontes sólidas com a câmara municipal, empresas e associações empresariais, alinhando a nossa formação com as necessidades do tecido económico local. Este trabalho já começou. Recebemos, recentemente, o convite para uma possível integração no Conselho Municipal de Educação, um passo importante na nossa reintegração nas forças vivas de Beja. A partir destas reuniões estratégicas pretendemos criar canais diretos para estágios e oportunidades de carreira, combatendo a ideia de que Beja é apenas um local de passagem. Queremos que o talento aqui formado se transforme em fixação de quadros e inovação para o Alentejo.