Diário do Alentejo

Beja: 1048 “testes do pezinho” feitos em 2025, mais 28 do que em 2024

23 de janeiro 2026 - 20:00
Rastreio, não obrigatório, cobre quase totalidade dos nascimentosFoto | DR

Na última década, desde 2016, foram rastreados, no distrito de Beja, 10 513 recém-nascidos, no âmbito do Programa Nacional de Rastreio Neonatal. Em 2025 foram estudados 1048 bebés, mais 28 do que no ano anterior.

 

Texto | Nélia Pedrosa

De acordo com os dados do Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN) disponibilizados ao “Diário do Alentejo”, em 2025 foram rastreados no distrito de Beja 1048 recém-nascidos, mais 28 do que no ano anterior, com destaque para os meses de março (110), setembro (97) e maio (95). Os dados do também denominado “teste do pezinho”, coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, através da sua Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética, do Departamento de Genética Humana, indicam que, na região Alentejo, Beja foi, em 2025, o segundo distrito com mais recém-nascidos estudados, posicionando-se Évora em primeiro lugar, com 1084 bebés (mais nove do que em 2024), e Portalegre em terceiro, com 574 (mais 27 do que em 2024). Segundo o referido instituto, estes testes – realizados a partir do terceiro dia de vida e, se possível, até ao sexto – “permitem identificar as crianças que sofrem de doenças, quase sempre genéticas, como a fenilcetonúria ou o hipotiroidismo congénito, que podem beneficiar de tratamento precoce”. Não sendo de carácter obrigatório, dependendo, assim, da vontade dos pais, o número de testes realizados poderá não corresponder, exatamente, ao número de nascimentos. Ainda assim, reforça o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, “a cobertura do programa é atualmente superior a 99 por cento dos recém-nascidos, o que permite através do rastreio e da confirmação do diagnóstico o encaminhamento dos doentes para a rede de centros de tratamento, sedeados em instituições hospitalares de referência, contribuindo para a prevenção de doenças e ganhos em saúde”. Os dados de 2025 indicam, ainda, que, em termos nacionais (incluindo as regiões autónomas da Madeira e dos Açores), Beja ocupa o décimo-sexto lugar, superando, unicamente, os distritos de Vila Real (1035), Guarda (672), Bragança (587) e Portalegre (574). Na última década, desde 2016 até final de 2025, foram rastreados no distrito de Beja 10 513 recém-nascidos, destacando-se 2016 (1098 bebés), 2019 (1072) e 2020 (1076) como os anos em que se registaram mais exames. De salientar, ainda, que os maiores decréscimos se verificaram entre 2016 e 2017 (-73 recém-nascidos), entre 2021 e 2022 (-51) e entre 2023 e 2024 (-42), e as maiores subidas entre 2022 e 2023 (+56), entre 2024 e 2025 (+28) e entre 2017 e 2018 (+24). Em Portugal, em 2025, foram rastreados 87 700 bebés (+3077 do que em 2024), o valor mais alto da última década.

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