Diário do Alentejo

“Max” regressou ao Alentejo pela voz de António Zambujo

07 de julho 2022 - 10:00
Músico na Pousada do Castelo de Alvito, em residência artística, a trabalhar temas do fadista “Max”
Foto | Ana FerreiraFoto | Ana Ferreira

Texto Ana Filipa Sousa de Sousa

      

Por trás da grande porta transparente, que dá acesso ao pátio da Pousada do Castelo de Alvito, prepara-se o culminar de mais uma residência artista do músico alentejano António Zambujo. As cadeiras em círculo e os acordes do afinar das guitarras deixam antever o que estará para vir na homenagem ao fadista Maximiano de Sousa, mais conhecido como “Max”. O desafio surge a propósito da 10.ª edição do Festival Santa Casa Alfama, agendada para os dias 23 e 24 de setembro nas ruas do bairro lisboeta onde se fará jus ao cantor madeirense. O apreço público e as músicas de “Max” que António Zambujo traz “no coração” foram um dos motes que levou a organização a convidar o músico bejense para dar voz ao cantor de “A Rosinha dos Limões”, “A Júlia Florista” e “Nem às Paredes Confesso”.

 

Os sorrisos espelham os “ótimos dias” que se tem vivido dentro desta residência artística, onde, “sem tempo para grandes distrações”, se tem refletido, trabalhado e ensaiado o repertório de uma das maiores vedetas portuguesas dos anos 40. Ao “Diário do Alentejo” (“DA”), António Zambujo mostrou-se confiante e satisfeito, explicando que primeiramente “nós queríamos fazer uma residência artística na Madeira, porque o Max era de lá, mas, em conversas, propus a Alvito ficarmos em residência aqui e, depois, no último dia darmos um concerto com tudo o que tivemos a preparar”, em jeito de “ensaio aberto”. Para o músico, este “desafio de apresentar ao público é estimulante e quase uma experiência” do que estará para vir no final de setembro no tributo oficial ao cantor. A acompanhá-lo estiveram também alguns músicos madeirenses, que fez questão de convidar, tendo junto a si, em cima do palco, nomes como Joel Silva (baterista), André Santos (guitarrista), Francisco Brito (contrabaixista) e os tocadores de cordofones, Graciano Caldeira, Gustavo Paixão e Bruno Ponte.

 

A última noite de António Zambujo em Alvito, na quarta-feira, esteve completamente esgotada e serviu também para agradecer a forma como foi recebido “pelas gentes de Alvito e Vila Nova da Baronia”. O desejo agora é que o Palco da Santa Casa, a 23 de setembro, no Festival Santa Casa Alfama seja uma bonita homenagem de Zambujo e de outros convidados ao fadista de “A Mica das Violetas”, “A Mula da Cooperativa” e “Fado do Zé Ninguém”.  

 

Multimédia0Foto | Câmara Municipal de Alvito

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