“Não podemos dizer que é um álbum de cante alentejano, mas as suas raízes estão lá. Tentámos fazer várias experiências, trabalhámos com vários produtores diferentes. Houve coisas que se calhar saíram mais pop, outras num misto entre o pop e o tradicional”. É assim que Luís Aleixo, um dos membros dos Bandidos do Cante, se refere ao álbum de estreia do grupo, “Bairro das Flores”. Constituído por Miguel Costa, Duarte Farias, Francisco Raposo, Francisco Pestana, para além do já referido Luís Aleixo, os Bandidos do Cante lançaram “Bairro das Flores” na passada sexta-feira, dia 9, com oito músicas, às quais chamam “moda canção”, em que os cinco querem “transmitir essencialmente uma coisa que seja verdadeira”. “Bairro das Flores” conta com “muita gente envolvida, a escrever e a compor”. Artistas com quem os Bandidos do Cante se identificam, como Agir, Eduardo Espinho, Jon ou Rodrigo Correia. Ou Jorge Benvinda (metade dos Virgem Suta), “um símbolo” de Beja e “um cantor e compositor fantástico”, autor do primeiro single do grupo: “Amigos coloridos”. O novo álbum conta com os temas “Nada mais”, “Quero acreditar”, “Primavera” (o mais recente single, com a participação de António Zambujo), “Amigos coloridos”, “Já não há pardais no céu”, “Tanto tempo”, “Voltar a ver-te” e “Bairro das Flores”. António Zambujo é o único convidado para já, porque o grupo irá juntar mais músicas, com mais convidados, numa versão deluxe do álbum a ser editada mais à frente. Em março, os Bandidos do Cante participarão no Festival da Canção, com a esperança de conseguirem levar o Alentejo à Eurovisão.