O Amarelejense venceu em Faro do Alentejo, por uma bola a zero e mantém o segundo lugar, na classificação da série A do Campeonato Distrital da 2.ª Divisão da AFBeja, a dois pontos do líder Salvadense. O Faro do Alentejo sofreu a segunda derrota, a primeira no seu reduto.
Texto Firmino Paixão
Um golo apontado por Duarte Banha, aos 53 minutos de jogo, na sequência de um pontapé de canto cobrado por Michel Ribeiro, desfez uma igualdade que parecia prolongar-se até ao apito final, como resultado de um jogo muito rendilhado a meio campo, muito calculista, sem grandes oportunidades e com os blocos defensivos, de um e outro conjunto, a anularem as transições ofensivas. O Amarelejense chegou ao Campo de Jogos António Joaquim Pestana Baltazar com três vitórias e um empate (em Cabeça Gorda), a equipa da casa tinha perdido em Salvada e empatado em Santa Clara do Louredo. Percursos diferentes para contextos diferenciados: a formação do concelho de Moura procura a qualificação para a segunda fase, o emblema de Faro do Alentejo quer terminar a prova na metade de cima da tabela.Antes de dar relevo ao detalhe que sentenciou a partida, Leonel Nené, treinador do Faro do Alentejo garantiu: “Nós trabalhamos muito humildemente para disputarmos todos os jogos cara a cara com os adversários. Não podemos saltar processos, não facilitar, nem andarmos a fazer jogos feios. Não ganhamos nada, não temos ordenados, temos 24 homens a treinar três vezes por semana e muito humildemente. Quando disputamos jogos contra equipas como o Amarelejense, sabendo que possui outros argumentos e outros objetivos, gostamos de nos bater com eles. Queremos andar lá no meio deles, queremos disputar os jogos humildemente e sem pressões”. O técnico considerou o resultado justo e reconheceu que “resultou de um pormenor”, completando “uma desatenção num dos poucos lances de bola parada que existiram”.“Foi um detalhe. Algo que a nossa equipa tem que trabalhar mais e melhor. Temos muitos meninos e, nestes lances de bola parada, são pouco agressivos, mas isso faz parte do processo de crescimento, é isso que iremos trabalhar”, afirmou. Sublinhando a ideia de que o seu trabalho, em Faro do Alentejo, encara-o “como se fosse um profissional”, mostrou-se satisfeito com o percurso da equipa, não obstante esta derrota caseira. “Estou satisfeito com o trabalho que temos vindo a fazer. Continuaremos a nossa caminhada para voltarmos, novamente, aos primeiros três ou quatro lugares. É o lugar que merecemos, pelo trabalho da equipa, pelo esforço dos dirigentes e pelo apoio de uma massa associativa que é muito fervorosa”, aludiu.As metas estão identificadas “a direção gosta que a equipa ande sempre na metade de cima da tabela” e existe “esse compromisso e essa responsabilidade, mas nada cairá do céu”. “Temos que dignificar o nosso clube”, resumiu o responsável.Sobre o próximo compromisso, na Mina de São Domingos, Nené assume que: “O São Domingos é um histórico do futebol regional, tem pessoas que eu adoro de coração e temos que as respeitar, mas iremos lutar pelos três pontos”. Sobre o plantel, o técnico garantiu que há “gente que sabe respeitar e dignificar este clube” e que tem existido “a sorte de ter estes atletas que aceitaram representar o clube sem receberem nada em troca”. “Temos uma história para construir aqui”, afiançou Leonel Nené.Ricardo Estrela, técnico do Amarelejense, considerou que “foi um jogo difícil”. “Somos candidatos a passar à segunda fase, assumimos isso desde o princípio e todas as equipas se têm apresentado muito fortes a jogar contra nós”, disse. Porém, assumiu que “a equipa foi preparada para fazer esse percurso, mesmo que os resultados não fossem estes, a nossa ambição não sairia defraudada”. “Sabemos que as equipas têm sempre um ou outro momento mau, o nosso ainda não chegou, tentaremos retardar esse momento o mais possível, mas o que fizemos, até esta altura, está dentro dos nossos objetivos”, garantiu.O próximo jogo será em casa, frente ao Desportivo de Beja, emblema que regressou, este ano, às competições seniores. “Saudamos o regresso deste clube, porque é um emblema que faz falta nas competições distritais, forma imensos atletas, deve estar a competir, nem que seja em divisões mais baixas. Mas é um clube que merece o nosso respeito e merece andar nestas lides. Tenho a certeza que se apresentará contra nós muito bem preparado para nos defrontar”, referiu Ricardo Estrela, admitindo que “no início da prova atribuíram-nos algum favoritismo e nós estamos assumindo isso e até com todo o mérito, pelos resultados que vamos conseguindo”. Quanto às metas que o Amarelejense persegue, Estrela confessou que “o plantel foi construído para tentarmos subir, para já, temos a segunda fase no horizonte e, uma vez lá chegados, logo pensaremos na subida à divisão de honra”.“Temos um plantel que foi fruto da união de algumas vontades e o clube fez um esforço para construir um plantel muito competitivo”, concluiu.