O Alvorada, de Ervidel, conquistou a segunda vitória no campeonato. Primeiro, ganhou ao Amoreiras--Gare, agora, venceu o Luzianes- -Gare, duplo sucesso com as equipas da “Linha do Sul”. O Luzianes pôs-se a jeito. Cometeu duas grandes penalidades e, aos 17 minutos, já perdia por 3-0.
Texto e fotos | Firmino Paixão
Uma vitória justa da equipa do Alvorada. Um golo madrugador e duas grandes penalidades abriram caminho a um triunfo, por 4-1, sobre um adversário que, mesmo em superioridade numérica, nunca conseguiu tirar partido dessa vantagem sobre o terreno. Nada caiu do céu, a formação orientada por João Barbeiro trabalhou imenso para fazer as coisas acontecerem. Houve sempre mais Alvorada do que Luzianes sobre o terreno de jogo, mesmo após a expulsão do nigeriano Ojie Bright, antes do termo da primeira parte.No rescaldo da partida disputada no relvado do Parque Desportivo do Alvorada Futebol Clube, o treinador local, João Barbeiro, revelou: “Estamos a trabalhar no sentido de amealharmos cada vez mais pontos. O caminho é esse, será um percurso com muito trabalho. Conseguimos duas vitórias que nos deixaram a todos imensamente felizes”. A equipa marcou cedo, converteu duas grandes penalidades e ao dobrar do primeiro quarto de hora já vencia por três a zero, mas o treinador avisou: “Não gosto muito que as coisas aconteçam assim tão rapidamente, porque, depois, os jogadores, como se verificou, entraram numa fase de descompressão que nos podia ter saído cara. Quando as coisas são demasiado fáceis os atletas deixam de fazer o que lhes é pedido, perdem o foco, e se o adversário tivesse feito um segundo golo, podia ter reentrado no jogo e dificultado a nossa missão. Mas, no segundo tempo, mesmo com menos um jogador, fizemos o quarto golo e matámos o jogo”. Na realidade, jogaram a partir do minuto 42 com menos um jogador. Não se notou mas o técnico comentou: “As dinâmicas que temos ensaiado nos treinos, temo-las feito nos jogos, e a falta de um jogador acabou por não se notar, porque temos de sublinhar que o nosso adversário veio de um piso pelado para jogar num relvado, e isso quebrou-os fisicamente. Já revi o lance da expulsão, porque o jogo foi gravado. Os dois jogadores entraram numa picardia e o Bright reagiu com um ‘chega para lá’. O árbitro estava bem colocado e achou que o devia expulsar. Tudo bem, não estará no próximo jogo, estará outro, porque temos um conjunto muito homogéneo, que trabalha bem durante a semana”. O próximo jogo do Alvorada será em Ourique. O grau de exigência vai aumentando, mas João Barbeiro admitiu: “Todos os jogos são muito difíceis, sejam em Ourique, ou noutro campo qualquer. Tentaremos trazer mais três pontos, esse é o objetivo que temos sempre presente”. Afinal, onde irá parar esta ambição dos ervidelenses. Na divisão de honra? O treinador confessou: “O que me foi pedido foi para trabalharmos no sentido de irmos gerindo o percurso jogo a jogo e no final faremos as contas. Estive cá há uns anos, tive a sorte de ser campeão de série e fomos à segunda fase. Agora, as pessoas são as mesmas, gente excecional que trabalha e que nos dá as melhores condições. Com o relvado as coisas tornaram-se mais fáceis, por isso gostaria de fazer melhor do que na primeira vez que por aqui passei”.Márcio Neves, o treinador do Luzianes, assumiu que a sua equipa não entrou bem na partida. “Claramente. Foi uma entrada em falso, podemos discutir, ou não, as decisões da arbitragem, mas realmente entrámos com o pé esquerdo. Sofremos três golos e, praticamente, saímos do jogo, depois só tivemos que deixar a melhor imagem daquilo que é o Luzianes e do futebol que também sabemos praticar, mas estávamos perante uma belíssima equipa, num jogo onde o resultado acabou por se ajustar, tendo em conta os nossos primeiros 30 minutos, que foram praticamente inexistentes. Mas, à segunda jornada, nada está ganho e nada está perdido, vamos continuar a trabalhar”. Avaliando os dois lances de grande penalidade, assinalados por Filipe Mestre com um intervalo de cinco minutos, o técnico comentou: “A primeira grande penalidade pareceu-me exagerada, foi falta, sim, mas pareceu-me fora da área. Na segunda, o nosso guarda-redes derrubou o jogador adversário, nada a dizer, porém, na segunda parte existiu um lance em que faltou um bocadinho de coragem à equipa de arbitragem para assinalar grande penalidade a nosso favor. Mas não vale a pena chorar”. Para o jogo de amanhã, com o Santa Clara-a-Nova, Márcio Neves prometeu: “Vamos recuperar animicamente esta malta para voltarmos a conquistar os três pontos”. O plantel, assumiu, “é praticamente novo, ficaram quatro ou cinco elementos na época passada, mas esta derrota não belisca nada o trabalho que estamos a fazer, que é tentarmos ganhar o máximo de pontos possível”.