Diário do Alentejo

Resultados e classificações: Só meia taça…

04 de setembro 2026 - 08:00
Mais de metade dos clubes alentejanos ficou pelo caminho na primeira eliminatória da Taça de Portugal

Serpa e Aljustrelense avançam para a segunda eliminatória, Castrense e Messejanense ficaram pelo caminho. Metade dos filiados na Associação de Futebol de Beja despediu-se da Taça de Portugal na primeira rodada.

 

Texto e Foto | Firmino Paixão

Se contabilizarmos todos os clubes alentejanos, 12 no total, que no último fim de semana foram chamados a competir da Taça de Portugal, a dita “festa maior do futebol português”, a derrocada ainda é mais significativa. Oito clubes já ficaram pelo caminho: Os Gavionenses, o Portalegrense, o União de Montemor, o Sporting de Viana, o Lusitano de Évora, O Grandolense, o Messejanense e o Castrense. O jogo entre O Elvas e o São Roque foi adiado para o dia 6. Qualificaram-se para a próxima eliminatória as equipas do Aljustrelense, Serpa, Portel e Juventude de Évora. O Serpa jogou no sábado, abriu a eliminatória no seu terreno e venceu O Grandolense, equipa do distrital de Setúbal, por duas bolas a zero, com golos de Vivaldo Silva (aos 60 minutos) e Vitinho (aos 90). O próximo adversário, nesta competição, será o Louletano, emblema que disputa a Liga 3 e que, no último fim de semana, esteve no Estádio Municipal 25 de Abril, em Castro Verde, onde eliminou o Futebol Clube Castrense, com um tento de Luca Gaag, apontado aos 50 minutos, depois de os locais terem conseguido manter o marcador em branco ao longo de toda a primeira parte. O Aljustrelense viajou para o Algarve, mais concretamente para o Estádio da Nora, onde venceu o Ferreiras, com golos assinados por Lagrange, Matheus e Luiz Felipe. Segue em frente na Taça de Portugal e o próximo desafio será em Ponte de Lima, frente aos Limianos (Campeonato de Portugal), porque isso da proximidade geográfica é, inexplicavelmente, uma benesse aplicável só à primeira eliminatória. Outro sobrevivente foi o Juventude de Évora. Jogou no terreno do vizinho União de Montemor e venceu com aparente facilidade, por quatro bolas a uma, depois de ter estado em desvantagem. João Mucuia, angolano de 26 anos que os eborenses recrutaram ao Futebol Clube de Serpa, onde passou cinco temporadas, foi o autor de três dos quatro golos dos juventudistas. A próxima viagem dos eborenses será para Oliveira do Hospital. Falta apenas olharmos para a estreia, histórica mas nada auspiciosa, do Messejanense, que recebeu, na vila de Aljustrel, sede do concelho mineiro, a formação do Desportivo de Portel. A história do jogo são os golos, oito no total, em catadupa entre os quatro e os 82 minutos. O Portel seguirá para o recinto do Olhanense, que milita nos distritais do Algarve. E pronto, teremos de esperar até domingo para sabermos da sorte, ou malapata, de O Elvas, na sua receção ao São Roque (Ponta Delgada/Açores), para avaliarmos com mais exactidão, a dimensão da presença alentejana nesta edição da Taça de Portugal, cuja segunda eliminatória está agendada para o dia 20.

 

Campeonato de Portugal O Campeonato de Portugal regressa neste fim de semana, mas não na sua plenitude, porque continua a saga do adiamento de jogos, neste caso, a partida entre o Mineiro Aljustrelense e o Alcochetense, já adiada para o dia 27. Os restantes jogos serão realizados no próximo domingo, dia 6, pelas cinco da tarde, nomeadamente, a receção do Serpa ao 1º de Dezembro, último classificado da tabela da Série 4, dado que, nas jornadas anteriores apenas disputou o jogo no terreno do Imortal de Albufeira, onde sofreu uma pesada derrota, por cinco bolas a zero. Recorde-se que o 1º de Dezembro foi um dos clubes que esteve para não integrar esta série do Campeonato de Portugal por tardio incumprimento nos requisitos a que a competição obriga. No resto da agenda dos clubes da região, registamos as partidas entre o Juventude de Évora e o Desportivo de Portel, um dérbi rodeado de alguma expectativa não só pela afinidade de pertencerem à mesma associação regional, como pela proximidade geográfica e, mais importante, porque ainda nenhum destes dois emblemas conheceu o sabor amargo da derrota.

 

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