O walking football está na moda. Uma boa moda! Saudável, promotora de atividade física, do bem-estar e da saúde mental. Combate a solidão através do convívio com outros praticantes. O “futebol a passo” joga-se para além dos 50 anos, com regras promotoras da segurança. A Associação de Futebol de Beja aposta na sua promoção.
Texto e Foto | Firmino Paixão
“O walking football entusiasmou-me bastante. Estou à beira dos 74 anos, já aposentada, e isto deu-me um estímulo enorme, porque, além de ser uma boa atividade física, ajuda-me a passar o tempo com alegria. Na minha situação, pois o meu marido já faleceu, ajuda-me a combater a solidão. Nunca tinha jogado futebol, agora, treinamos duas vezes por semana, além destes encontros, e vou notando evolução. É uma atividade excelente!”. Uma confissão de Conceição Crujo, uma bejense radicada em Serpa, praticante e entusiasta da modalidade, com a camisola do Futebol Clube de Serpa, um dos emblemas ao qual se juntaram o Luso Serpense, a Academia de Desporto de Beja, o Centro Social do Bairro da Esperança, a Universidade Sénior de Mértola e representações dos municípios de Vidigueira e de Serpa. Um total de 80 praticantes, entre os 50 e os 90 anos. Inês Miguel, gestora de projetos na Associação de Futebol de Beja (AFBeja) revelou ao “Diário do Alentejo”: “O mais importante é o convívio. Não importa quem ganha ou quem perde. Promove-se o convívio entre os praticantes, estimula-se a saúde mental e combate-se a solidão, porque estamos a tirar as pessoas de casa”. O Parque Desportivo Manuel Baião, em Serpa, recebeu o quarto encontro: “Chamamos-lhe assim porque são ações de carácter recreativo, sem qualquer tipo de competitividade”, sublinhou Inês Miguel. E destacou: “O distrito de Beja tem um universo populacional muito envelhecido e esta modalidade será sempre um acréscimo às atividades que eventualmente estas pessoas já tenham regularmente”. O objetivo da AFBeja é fazer crescer a modalidade, quer na vertente competitiva (competem regularmente na Cidade do Futebol), quer na vertente de lazer, e aumentar o número de equipas neste distrito. Inês Miguel sublinhou: “O walking football tem uma série de regras que tornam a modalidade segura para esta faixa etária, em que a proibição de correr é a principal e a que evita possíveis quedas. Depois, o não levantar a bola acima da cintura protege aqueles que usem óculos e não existe guarda-redes, porque o objetivo é que todas as pessoas caminhem e se movimentem”.