Depois da inevitável derrota sofrida com o Sport Lisboa e Benfica (1-4), num jogo em que a Casa do Povo de Serpa se apresentou desfalcada, segue-se o dérbi com o Luso Serpense. São dois coabitantes do mesmo projeto.
Texto e Foto | Firmino Paixão
António Bentes, ligado ao ténis de mesa serpense (Casa do Povo e Luso Serpense) há cerca de 44 anos, tem conseguido manter a equipa do Luso durante 29 épocas consecutivas na 2.ª Divisão de Honra e, na presente, em simultâneo com a formação da Casa do Povo de Serpa, cujo objetivo, referiu o técnico, “será a manutenção na divisão de honra”. “Temos vindo a fazer uma boa época, mas o futuro será um bocado complicado, porque virão por aí muitos jogos em que não conseguiremos reunir os nossos três melhores jogadores, e isso fará a diferença. Temos amealhado alguns pontos, principalmente, aqui em casa, mas teremos pela frente jogos muito difíceis. Lutaremos com o que possuímos, tentando fazer o melhor”. Ainda assim, o percurso inicial tem sido inspirador. “O que fizemos até agora foi muito positivo. Temos já no horizonte o dérbi com o Luso Serpense, que será um jogo muito equilibrado, porque, em princípio, jogarão os três melhores atletas de cada equipa, e depois começará a segunda volta. Nessa altura é que iremos ver se teremos arcaboiço para nos mantermos na divisão de honra”. A formação tem sido outra das prioridades. “Conseguimos inscrever oito jogadores sub/13, temos também um miúdo de 15 anos, que é muito promissor e está na equipa ‘bê’ de seniores, mais dois ou três que estão a rodar nas classes jovens, onde contamos com cerca de 14 jogadores, que treinam bem e têm alguma assiduidade. No total, o Luso Serpense tem 26 jogadores e a Casa do Povo de Serpa tem cerca de 12”. Ou seja, o ténis de mesa serpense está bem e recomenda-se. “A equipa ‘bê’ do Luso também está a rodar pessoal, está a fazer um bom campeonato, deverá conseguir a manutenção, anda ali pelo meio da tabela, rodando jogadores para adquirirem experiência, na perspetiva de, no próximo ano, poderem subir à equipa principal”. Com quase meio século de dedicação à causa, certamente que sonhará ver uma destas equipas na primeira divisão. “Será uma questão de vontades. Dependerá dos apoios, da comunidade, da autarquia, dos jogadores. Se a vontade for essa, arranjarei jogadores para isso sem gastar muito, mas o que temos feito até agora é um trabalho que nos dá prazer. Mas se for para pensar em voos mais altos, pensaremos, nunca se atira a toalha ao chão”.