Observando o mundo contemporâneo da diáspora desportiva do antigamente e a presente, sendo que estas, como é compreensível, são agora completamente antagónicas, revejo e releio documentados, entretanto legados por sábias e coerentes pessoas, que me levam a viajar por entre dunas e oásis e num deserto onde a infinidade do areal é uma constante, restabelecendo princípios de evidenciais razões que levam o leitor a uma imensidão de interrogações. Consideramos, como uma existencial razão, que a evolução da humanidade teve contornos deveras abismais. As modalidades, todas elas, foram paulatinamente revestidas de novas reestruturações, quer no campo das inovações, quer no humano, sendo que hoje vivemos numa era em que tudo desportivamente se alterou perante a infinidade de infraestruturas que, entretanto, o homem foi paulatinamente construindo. Olhemos para o distrito, o de Beja, e examinemos os espaços desportivos que servem agora populações que antigamente não desfrutavam desses percetíveis espaços. Cidades, vilas e aldeias, ou outros recônditos lugares que se situam nesta imensa planície, usufruem atualmente de excelentes condições que facultam um exercício atlético salutar para uma multidão de gentes que, independentemente da idade que o seu cartão de cidadão revela, são pessoas que gozam das possibilidades para uma saudável prática desportiva. Campos relvados, pistas de atletismo, algumas com piso sintético, pavilhões bem equipados e multidisciplinares, piscinas, de entre outras condições sobejamente conhecidas, são, resumidamente, conquistas que a liberdade de Abril garantiu aos seus cidadãos. Conhecemos, ao vivo e a cores ou por interpostas pessoas que, a dada altura, consultámos e nos elucidaram sobre uma temática que vamos deixando escrito para memória futura. Viajamos pela diáspora desportiva da vila de Barrancos, terra hospitaleira e anfitriã na arte de bem receber os forasteiros, sendo que os princípios do futebol ocorreram na mina de Aparis, e o primeiro campo de jogos de que há registos ali fora erigido. O espaço localizava-se a 12 quilómetros do agregado populacional, mas, mesmo assim, a rapaziada exercia o seu direito de uma prática desportiva que se assumia de todo salutar. Porém, a 27 de abril de 1982, os moços que antes jogavam nas eiras, designadamente na do Carrasco e do Baldio, fundaram o Futebol Clube de Barrancos. Aliás, os misticismos barranquenhos encantam-nos e as suas tradicionais festas anuais em honra a Nossa Senhora da Conceição, a padroeira, tornaram-se virais. O evento é também conhecido pela “Fêra de Barranco”, onde a proclamação à festa usufruiu do privilégio de levar os visitantes a apreciarem “in loco” um acontecimento quiçá único.. Para a presente época, 2026/2027, o sintético, atempadamente edificado no antigo pelado do campo do Baldio, será o palco para os escalões de seniores, sub/11, sub/18 e traquinas desenvolverem as competições na Associação de Futebol de Beja. O atletismo, dantes pertencente ao clube barranquenho, é uma modalidade ligada aos “Linces de Noudar”, que desenvolvem ainda a componente do trail. Impõe-se, pois, deixar um convicto “biba” o desporto em “Barranco”!