Conforme o “Diário do Alentejo” tinha informado na edição anterior, pela pena do nosso companheiro Firmino Paixão, em que destacou o Mineiro como campeão da primeira divisão na Associação de Futebol de Beja, revejo, agora, exteriorizações de comentários que a espuma dos dias nos conduz a uma subtil interrogação que se ergue perante opiniões de alguém que profere desdenhar aquilo que talvez não entenda, ou melhor, não tenciona entender. Aqui d`el rei, que afinal o monarca não vai nu, mas despido de uma (in) compreensão de opinião de um plebeu, que muito respeito, mas que arriscou introduzir no seu carente “manifesto” este imbuído numa comparação que, à priore, me parece despropositada. Mas, vamos ao tema que aqui nos traz. Conhecedor profundo da realidade desportiva regional, debruçando-o em livros e em muitos milhares de textos expostos a público sobre a minha pesquisa a conteúdos valiosos que ficarão para a eternidade, o jogo da bola terá chegado a Aljustrel no ano de 1923. José Palma foi um dos elementos preponderantes para dar início a uma modalidade que recebeu meritórios elogios. Palma, em conjunto com outros apaixonados por uma circunstância que dava os primeiros passos na vila, fundou o grupo Vitória Football Club, tendo este aprontado a sua apresentação oficial frente ao Glória ou Morte, um grémio da cidade de Beja, sendo que o resultado final ditou 3-1, a favor do conjunto forasteiro. Nesta fase de embrião, sobre uma temática desportiva que se pretendia sólida, o Vitória deparou-se com um desencontro de opiniões entre os jogadores e no ano seguinte, 1924, surgiu o Esperança Atlético Club. Neste contexto, poder-se-á afirmar que o futebol estava enraizado na população de Aljustrel e do desfecho, naturalmente esperado, surgiu a fundação do Sport Clube Mineiro Aljustrelense, a 25 de maio de 1933. O velhinho campo das Minas, outrora palco anfitrião de uma coletividade que progrediu nas épocas de forma literalmente exemplar, foi o ex-líbris de um povo que viveu, e vive, entusiasticamente o prodígio futebolístico numa terra onde os tricolores se apresentam como uma inquestionável razão para gentes que jamais viraram as costas ao emblema que preenchem o coração desportivo do seu povo. E eis que, na presente época, 2025/2026, o Mineiro é o novo campeão do escalão maior da Associação de Futebol de Beja. É óbvio que o símbolo mineiro germinou uma panóplia de jogadores que, cada qual no seu tempo, elevaram o nome da vila e da região aos mais altos diversos patamares do futebol nacional e internacional. No Mineiro sempre proliferou uma gesta de gentes, homens sérios, honestos e prontos a servir a comunidade. A sua velhinha sede situada na avenida 25 de Abril é um imóvel antigo que remete o visitante para momentos inolvidáveis de um clube que regista tardes e manhãs de glória, sendo os êxitos observados em algumas das fotos fixadas nas paredes que atestam a indeclinável veracidade sobre um clube que usufruiu o merecido rótulo de histórico. Parabéns, Mineiro Aljustrelense, pela conquista de mais um título que enriquece o seu vasto historial.