Diário do Alentejo

Regantes devem 3,78 milhões à EDIA

08 de março 2020 - 12:30

À data de quarta-feira passada a dívida dos regantes à Empresa de Desenvolvimento e Infraestruras do Alqueva era de 3,78 milhões de euros. Nos últimos dois meses, a EDIA recuperou 1,42 milhões de euros de pagamentos em atraso.

No final de 2019 a dívida dos clientes da EDIA era de 5 205 309,65 euros. No entanto, nos dois primeiros meses do ano, a empresa gestora da água do Alqueva recebeu 1,42 milhões de euros de faturas em atraso, colocando o “calote” em 3,78 milhões, sendo que, deste valor, 550 mil euros estão acordados em planos de pagamento. Segundo o “Diário do Alentejo” apurou junto da empresa, “é expectável, à semelhança de anos anteriores”, que com o início de mais uma campanha de rega se assista a “uma redução substancial do valor ainda em dívida”. Esta convicção resulta do facto de os clientes, para terem acesso à água, terem de se inscrever nos escritórios da EDIA existentes nos vários aproveitamentos hidroagrícolas de Alqueva, onde “é confirmado se existem valores em dívida”, o que, “a verificar-se impede a abertura da boca de rega a esse cliente” até que o valor em causa seja liquidado. Este procedimento impede um acumular de dívidas em facturações de anos sucessivos, garante a gestora do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva. Em 2019, a área regada pelo Alqueva aumentou 14 por cento e o consumo de água – influenciado por um verão quente e seco – subiu 35 por cento, atingindo os 375 milhões de metros cúbicos. O volume de negócios teve uma evolução positiva de 14 por cento (cerca de quatro milhões de euros) originando um total de facturação de 33 milhões de euros. Este cenário não preocupa o Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas que considera que “o modelo de gestão integrado das redes primárias e secundárias revela ser um sucesso, tanto na gestão do regadio como na eficácia da cobrança dos serviços prestados”. Recorde-se que em 31 de dezembro de 2019 o valor total das dívidas à EDIA era de 5,2 milhões euros, mais cerca de três milhões do que em 2018 (2,1 milhões de euros), e quatro milhões do que em 2017 (1,3 milhões de euros).

 

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