Diário do Alentejo

Malino apresentou primeiro CD de originais

29 de outubro 2019 - 15:15
DRDR

Texto José Serrano

 

Alexandre Catarino e Luís Ildefonso são os músicos que constituem a Malino, dupla de guitarristas que, acompanhada de uma secção rítmica acústica, interpreta temas originais, “serpenteando melodias e ritmos, de forma ímpar”. O constante lançamento de singles e vídeos on line, bem como as suas atuações ao vivo, alvos das melhores críticas, têm catapultando a banda bejense, com influências de rock e flamenco, para os mais variados palcos, de norte a sul do País.

 

O duo bejense Malino estreou, ao vivo, no Pax Julia Teatro Municipal, em Beja, o seu primeiro CD, homónimo da banda, composto por seis temas: “Gremlins”, “Diana”, “Pedra e Cal”, “Matiné”, “Sumagre” e “Locomotiva”.

 

Antes de as guitarras soarem, a cinco dias da apresentação deste “Malino”, como nos podem apresentar este trabalho?
Apresentamos este trabalho da mesma forma que apresentámos os mais de 50 concertos realizados até agora, ou seja, num ambiente de autêntica festa e celebração musical. O nosso CD é composto por seis temas originais, repleto de sonoridades de guitarras de nylon, que cantam melodias desenfreadamente, acompanhadas de uma forte secção rítmica que contempla instrumentos de percussão. Pontualmente, recorremos a instrumentos de sopro. O trabalho destaca-se pela sua originalidade na composição, velocidade e alegria dos temas, pouco frequente neste estilo musical, em Portugal.

 

Os vossos temas estão desobrigados de palavra. Há na composição sem “letra” um desafio acrescido, ou simplesmente diferente?
Normalmente o nome dos temas surge no momento da sua composição, porque nos reflete momentos, sentimentos e vivências que nos encaminham para os respetivos nomes. Compor músicas instrumentais é, de facto, um grande desafio. É a partir daí que surgem os nossos videoclips que têm neste momento milhares de visualizações, sendo por isso fundamentais na divulgação on line do nosso trabalho.

 

Até que ponto a vossa condição de alentejanos influencia o vosso trabalho musical, a sequência de notas, a maior ou menor dolência melódica?
Naturalmente que tudo nos influencia. Neste caso admitimos que é a música rock que tem maior preponderância na composição musical dos Malino, porque na verdade foi o que mais nos influenciou. Porém, o facto de sermos alentejanos leva-nos a diferentes incursões por escalas e progressões melódicas, interessantes pela sua criatividade.

 

Objeto protagonista de popular descontentamento em Beja, “Locomotiva”, um dos temas do álbum, é exemplo dessa nativa inspiração?
O ritmo inicial desse tema faz mesmo lembrar uma locomotiva e decidimos dar-lhe esse nome também pela importância que as linhas de caminho de ferro têm no Baixo Alentejo. O videoclip acabou por ser gravado num deserto onde a banda e a dita “Locomotiva” surgem de uma forma peculiar, uma vez que a sequência de imagens segue a um ritmo feroz, numa estonteante disputa de sons entre guitarras.

 

O que mais anseiam que esta vossa criação, na sua estreia ao vivo, possa proporcionar ao público presente?
Prevemos que seja um grande espetáculo, cheio de ritmos, melodias e alegria, como habitualmente. Deixamos assim o convite a todos para comparecerem no nosso espetáculo como também que conheçam o nosso trabalho nas plataformas on line.

 

 

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