Diário do Alentejo

Madalena Palma, presidente da direção da Associação Estar

02 de agosto 2019 - 09:30

Texto Nélia Pedrosa

 

O que é e como surgiu a Associação Estar, recentemente apresentada em Beja?
Surgiu com o objetivo de desenvolver o seu campo de atuação nos grupos vulneráveis, satisfazendo as suas necessidades imediatas no seguimento de uma situação de risco. Pretendemos ser um centro de emergência, ou seja, uma plataforma de ligação entre o problema sinalizado e a sua solução, passando fundamentalmente pela satisfação da necessidade básica, no período mínimo necessário. É nesse sentido que desenvolveremos inúmeros projetos para dar as respostas necessárias às necessidades. Por considerarmos que todo o trabalho feito para este público-alvo é pouco, queremos complementar o trabalho já levado a cabo por outras instituições.

 

Na apresentação foi dado ainda a conhecer o projeto Ser, “o primeiro de muitos que irão contribuir para movimentar, estimular e enriquecer a cidade e o concelho de Beja”, segundo palavras da Estar. Em que consiste?
O nosso foco está no combate ao desemprego, com especial incidência de longa duração. Nesse sentido promovemos o contacto próximo junto dessa população-alvo. Efetuaremos uma entrevista individual para conhecer as habilitações, experiência profissional, motivações, competências e disponibilidade para prestar serviços que se enquadrem no seu perfil que irá ser criado e disponibilizado numa plataforma on line. Essa plataforma irá ser um aglomerado de serviços que vão ao encontro das necessidades da população. Poderão ser aulas de música, babysitting, jardinagem, serviços de limpeza, cuidado a idosos, bricolage electricistas, entre outras. O prestador de serviços não só recebe pelo serviço prestado, como está associado a uma entidade que terá como missão promover a sua eficácia no trabalho, no sentido de criar um projeto de vida e encontrar uma solução para a sua situação, como trabalhará a sua motivação e auto-estima. O Ser abrange ainda a criação de um espaço físico, aberto à população, a título gratuito, para que possa desenvolver a sua atividade. O último eixo do projeto passa por promover workshops, formações, sessões de esclarecimento com programas de treino de competências, nomeadamente, socioprofissionais, pessoais e sociais; procura ativa de emprego (orientação vocacional e profissional); programas de educação parental; programas lúdico-pedagógicos; sessões de higiene e organização do espaço habitacional e economia doméstica; ou outras que se enquadrem nas solicitações ou necessidades sentidas. Atualmente está em processo de elaboração de candidatura, Parceiras para o Impacto do Portugal Inovação, que contemplará o espaço físico e a própria plataforma on line.

 

A associação está, nesta primeira fase de trabalho, “a criar e a cimentar parcerias”. Que importância atribuem a estes protocolos?
Se queremos desenvolver e complementar um trabalho já feito as parcerias são fundamentais. Falamos de todas as entidades, sejam elas públicas ou privadas, que trabalham junto dos mais desfavorecidos. Se pensarmos bem, todos nós trabalhamos com esta franja da sociedade: basta para isso darmos atenção a quem precisa de ajuda. Nélia Pedrosa

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