Diário do Alentejo

“Nas últimas décadas, as agroindústrias têm vindo a multiplicar-se e têm servido como motor de desenvolvimento económico”

07 de dezembro 2025 - 08:00

Três Perguntas a Filipe Teixeira Pinto, enólogo da Herdade do Sobroso

 

A propósito da recente integração da Herdade do Sobroso no ranking “The World’s 50 Best Wineries 2025”, divulgado pela revista norte-americana “Forbes”, o “Diário do Alentejo” conversou com o enólogo da herdade, Filipe Teixeira Pinto, sobre o significado desta distinção, os principais aspetos diferenciadores da entidade que tiveram contributo para este destaque e o que é que este reconhecimento pode desenvolver ao nível do surgimento de novos empreendedores.

Texto José Serrano

 

A Herdade do Sobroso, no concelho de Vidigueira, é um dos três projetos da região Alentejo que integram o ranking “The World’s 50 Best Wineries 2025”, divulgado pela revista norte-americana “Forbes”. Qual o significado desta distinção?É uma enorme honra e motivo de grande alegria para toda a equipa ver o nosso trabalho reconhecido, precisamente, no ano em que a Herdade do Sobroso celebra o seu vigésimo quinto aniversário. Esta distinção assume ainda mais relevância por coincidir com as comemorações da “Cidade Europeia do Vinho 2026”, atribuída ao Baixo Alentejo, sendo a Herdade do Sobroso o único representante, da lista da “Forbes”, nesta região.

 

Quais os principais aspetos diferenciadores da Herdade do Sobroso que crê terem contribuído para este destaque?Julgo que o trabalho que a Herdade do Sobroso tem desenvolvido, no âmbito da sustentabilidade, biodiversidade e conservação da natureza, foram determinantes e diferenciadores. A Herdade do Sobroso possui um mosaico agrícola e florestal de características singulares que se reflete na qualidade e identidade dos vinhos que produzimos.

 

Distinguindo a “Forbes”, reconhecida publicação focada no mundo da economia, o espírito inovador dos negócios, considera que esta distinção pode servir de exemplo a novos empreendedores, no concelho de Vidigueira?Com certeza. Não só em Vidigueira, mas em todo o Alentejo. Nas últimas décadas, as agroindústrias têm vindo a multiplicar-se e têm servido como motor de desenvolvimento económico. A Vidigueira, por se situar na transição entre o Alto e o Baixo Alentejo encerra características muito particulares, que no cenário atual de valorização dos produtos relacionados com a sustentabilidade e biodiversidade se podem traduzir numa vantagem competitiva, abrindo caminho ao desenvolvimento de novas atividades. A globalização e o acesso à informação funcionam nos dois sentidos, trazendo mais oportunidades às iniciativas locais, promovendo a sua visibilidade e abrindo novos mercados que, anteriormente, eram inacessíveis.

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