Texto | Manuel Baiôa
O ÉvoraWine regressa à praça do Giraldo, em Évora, hoje e amanhã (dias 22 e 23), para a sua 11.ª edição, reunindo produtores, provas vínicas, gastronomia regional, experiências sensoriais e animação cultural no centro histórico da cidade. O evento volta a afirmar-se como uma das principais montras dos vinhos alentejanos, num ano particularmente simbólico para o Sul da região: 2026 é o ano do “Baixo Alentejo Cidade Europeia do Vinho”.O certame terá nesta edição uma ligação especial ao distrito de Beja e aos territórios vitivinícolas do Baixo Alentejo. No programa destinado a jornalistas, previsto para hoje, sexta-feira, 22, está incluído um almoço vínico servido pelo chefe Luís Matos, da Escola de Hotelaria de Portalegre, no qual serão apresentados, em exclusivo, vinhos de produtores do Baixo Alentejo presentes no ÉvoraWine. A iniciativa integra-se no programa do “Baixo Alentejo Cidade Europeia do Vinho 2026” e visa valorizar a riqueza vitivinícola, cultural e patrimonial desta região, consolidando o território como destino de enoturismo. A distinção permite articular vinho, paisagem, gastronomia, património rural, tradição agrícola e novas dinâmicas empresariais, projetando uma região onde convivem grandes projetos vitivinícolas, adegas familiares, vinhas antigas, castas adaptadas ao clima quente e seco e tradições singulares como o vinho de talha.Para José Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo e da Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo, o ÉvoraWine é já “mais do que um evento vínico”. O responsável considera que o certame representa “uma afirmação da identidade, autenticidade e capacidade de inovação do Alentejo enquanto destino de excelência para o enoturismo europeu”, reunindo produtores, gastronomia, cultura e experiências sensoriais capazes de atrair visitantes nacionais e internacionais. Também Reto Frank Jörg, da organização, sublinha a dimensão estratégica do evento. “O ÉvoraWine não é apenas um evento, é uma ferramenta estratégica”, afirma, destacando-o como “uma montra de excelência que coloca os vinhos alentejanos e o Alentejo no mapa dos grandes destinos de enoturismo da Europa”.Durante dois dias, a praça do Giraldo será palco de provas de vinho, showcookings e momentos musicais. A entrada no recinto é livre, mas a participação nas provas exige a aquisição do copo oficial e da pulseira diária. Uma das novidades desta edição são as experiências wineblind, provas cegas que desafiam os participantes a avaliar os vinhos sem influência de marcas, rótulos ou preços, sob o mote “Esquece rótulos. Descobre o teu paladar”.A gastronomia terá igualmente lugar de destaque, com showcookings conduzidos pelo restaurante Forno da Telha e pelo chefe João Mourato, do restaurante Quetzal. A programação cultural inclui cante alentejano, música ao vivo, fado, sevilhanas e animação noturna. Amanhã, dia 23, a “ÉvoraWine Party” encerra o programa na Horta das Laranjeiras, com atuações de Afonso Dubraz e Pedro D’Orey.Para o Baixo Alentejo, a presença no ÉvoraWine representa mais do que uma participação num evento vínico. É uma oportunidade de afirmar, perante visitantes nacionais e internacionais, a densidade histórica, produtiva e cultural de uma região onde o vinho continua a ser economia, paisagem, património e identidade. No coração de Évora, o Alentejo apresenta-se como destino europeu de enoturismo; em 2026, uma parte essencial dessa narrativa passa por Beja e pelo Baixo Alentejo.