Diário do Alentejo

Clube de Ténis de Mesa do Externato António Sérgio (Beringel) privilegia a continuidade da modalidade

06 de dezembro 2025 - 12:00
Consolidar o futuro
Fotos | Firmino PaixãoFotos | Firmino Paixão

O Clube de Ténis de Mesa do Externato António Sérgio, em Beringel (Beja), disputa o Campeonato Nacional da 2.ª Divisão. No último fim de semana recebeu a equipa de mesa-tenistas do Clube de Ténis de Mesa de Setúbal.

 

Texto | Firmino Paixão

 

Sofreu a quarta derrota consecutiva no campeonato, mantendo- se no último lugar da tabela, ainda sem pontos, antes de viajar para os Açores, onde defrontará a formação do Fanfarra Operária (Angra do Heroísmo). O dirigente Fernando Raposo acredita que a equipa está a evoluir e a sofrer resultados menos desequilibrados, mas, acentuou: “Para nós, os resultados não são muito determinantes, o que nos interessa é dar este exemplo, é manter esta atividade até que surjam novos praticantes que garantam a continuidade do clube”.

 

Fernando Raposo disse ainda ao “Diário do Alentejo”: “Os objetivos são os mesmos de sempre, competir e tentar, ao máximo, divulgar a modalidade junto da comunidade local e regional”. Contudo, surgem dificuldades: “Neste ano temos tido alguns contratempos, nomeadamente, com lesões de atletas que estavam mais direcionados para atuar no campeonato nacional, então, temos trabalhado com um plantel muito condicionado. Esperamos que eles recuperem e que, a partir daí, possamos criar condições para deixarmos uma imagem competitiva com outra qualidade”.

 

Outro dos propósitos do clube tem sido “o rejuvenescimento da equipa”, mas nem sempre é fácil, admitiu. “Não temos sido muito bem-sucedidos. Têm aparecido aqui uns atletas que mostram algum interesse e uma eventual disponibilidade, mas o passo seguinte, que é o compromisso, não tem sido conseguido”.

 

Porém, parece que irá nascer uma estrela: “Temos uma perspetiva muito interessante, com um atleta indiano que é aluno do externato e no qual depositamos muitas esperanças. Será um gesto de inclusão semelhante a outros que já testemunhámos, mas de curta duração. Este parece-nos um miúdo responsável, focado, tem 14 anos, está numa fase embrionária do seu desenvolvimento e faz-nos acreditar que, se não acontecer qualquer imprevisto com a passagem dele para um departamento de ensino em Beja, não implique algum recuo no seu entusiamo. Acreditamos que será uma mais-valia daqui por dois ou três anos. De resto, estamos com uma margem de manobra muito curta”.

 

O importante, porém, será o externato dar à comunidade este exemplo de dinâmica, admitiu Fernando Raposo. “É importante e determinante, até porque o externato é uma entidade bem cotada e com forte implantação no meio, tem um histórico muito interessante e de grande qualidade e é um depósito de confiança. Quem aqui vier sabe que será bem-recebido e que existe aqui um conjunto de aspetos que são salvaguardados, quer na condição social do miúdo, quer na condição educativa ou de ensino. O externato desempenha e continuará a desempenhar um papel particularmente importante”.

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