Diário do Alentejo

O trabalho do PCP, em prol da região, foi “obviamente positivo”

02 de agosto 2019 - 09:25

“Todos os projetos considerados estruturantes” para a região foram apresentados, nesta legislatura, pelo PCP, disse, na passada segunda-feira, em conferência de imprensa, João Dias, deputado comunista eleito por Beja. Crítico em relação ao trabalho desenvolvido na Assembleia da República, nos últimos quatro anos, pelos outros dois deputados eleitos por Beja, Pedro do Carmo (PS) e Nilza de Sena (PSD), o parlamentar comunista considerou ainda que o Governo perdeu, neste tempo, a oportunidade de “valorizar e desenvolver” o distrito, alertando ainda para os “perigos” das maiorias absolutas.


João Dias, deputado do PCP, eleito por Beja, defendeu, na segunda-feira, 29, em conferência de imprensa, a relevância do trabalho desenvolvido pelos comunistas, em prol dos interesses do distrito de Beja e da região, durante a legislatura que, com eleições legislativas marcadas para o próximo dia 6 de outubro, está agora prestes a chegar ao fim.

 

O deputado, lembrando a aprovação de nove dos 15 projetos – de resolução e de lei – apresentados na Assembleia da República pelo PCP, para o distrito de Beja, classificou o balanço da legislatura como “obviamente positivo”, na promoção dos interesses do distrito: “A verdade é que todos os projetos considerados estruturantes, relativos à rodovia, ferrovia, aeroporto, saúde e monoculturas intensivas e superintensivas, foram apresentados por nós [PCP] ”.

 

João Dias considera que estes projetos correspondem ao que a população e a região “pede e precisa” e que os resultados conseguidos só foram possíveis porque o “Partido Socialista não tem maioria absoluta, pois muito do que se conquistou foi contra a vontade do Governo”. O “perigo” de uma maioria absoluta, esclarece, é o de transformar o Parlamento “num mero cartório notarial, assinando ‘de cruz’ tudo o que o Governo exige, perdendo a sua capacidade de fiscalizar e de legislar no sentido do que é necessário ao povo e ao País”.

 

João Dias criticou o atual Governo, sublinhando que o mesmo “perdeu a oportunidade, tendo condições políticas e financeiras, de valorizar e desenvolver um distrito tão carenciado como o de Beja”. Preferiu, diz, “tapar os buracos da Banca” em vez de investir no “desenvolvimento da região e na coesão territorial”.

 

Relativamente ao trabalho apresentado nesta legislatura pelos outros dois deputados eleitos por Beja, o deputado comunista opina: “Pedro do Carmo [PS] foi o fiel depositário do esquecimento e abandono do distrito e Nilza de Sena [PSD] preocupou-se em resolver a sua saída (…). Nesta legislatura os deputados do PS e do PSD não foram merecedores do voto que o povo lhes confiou”.

 

Uma vitória dos mineiros

Das diversas “vitórias” elencadas por João Dias, resultantes do trabalho desenvolvido pelo PCP, João Dias destacou, no balanço desta legislatura, uma que considera muito importante: “A dos mineiros que, ao fim de quase 15 anos de propostas apresentadas pelo PCP na Assembleia da República, viram finalmente aprovada a possibilidade de reforma antecipada dos trabalhadores das lavarias, fazendo-se justiça a quem trabalha em condições particularmente penosas e de risco”. O deputado do PCP destacou, “graças ao voto que a população nos confiou”, a inversão, nesta legislatura, do caminho da “perda de direitos”, sublinhando contudo que há ainda um “longo caminho para se avançar no que diz respeito aos direitos de quem trabalha ou trabalhou toda uma vida”.

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