Diário do Alentejo

Governo promete "passo” para autorizar Hospital do Alentejo

10 de julho 2019 - 11:00

O ministro do Planeamento, Nelson de Souza, revelou que, “nas próximas semanas”, o Governo vai assumir “o passo necessário para autorizar” o avanço do projeto do Hospital Central do Alentejo, a construir em Évora. “Vai ser assumido, em Conselho de Ministros, o passo necessário para autorizar a obra, nas próximas semanas”, assegurou o ministro, em Évora, quando questionado pelos jornalistas sobre se o projeto ainda poderia avançar nesta legislatura.

 

Nelson de Souza lembrou que “já está em marcha o financiamento do arranque” do Hospital Central do Alentejo, graças à “decisão” tomada pelo Governo, que assegurou uma verba inicial de 40 milhões de euros, “no âmbito da reprogramação” dos fundos comunitários. O governante falava aos jornalistas no final de uma reunião do Conselho Regional do Alentejo, que decorreu na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).

 

No dia 11 de janeiro deste ano, o Governo apresentou o projeto de financiamento do novo Hospital Central do Alentejo, numa cerimónia no edifício do atual Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE). Na sessão, a presidente do conselho de administração do HESE, Filomena Mendes, revelou que o concurso para a empreitada seria lançado até maio deste ano e apontou que o novo hospital estaria pronto a começar a funcionar até dezembro de 2023.

 

Os 40 milhões já assegurados para a empreitada são fundos comunitários do programa Portugal 2020, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER). O novo hospital, a construir na periferia de Évora, vai ter um edifício que ocupará uma área de 1,9 hectares e que terá uma lotação de 351 camas em quartos individuais, que pode ser aumentada, em caso de necessidade, até 487 camas.

 

A futura unidade hospitalar vai dar resposta às necessidades de toda a população do Alentejo, com uma área de influência de primeira linha que abrange cerca de 200 mil pessoas e, numa segunda linha, mais de 500 mil pessoas. Um total de 11 blocos operatórios, três dos quais para atividade convencional, seis para atividade de ambulatório e dois para atividade de urgência, cinco postos de pré-operatório e 43 postos de recobro são algumas das valências.

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