Com os votos favoráveis do PS, a abstenção da CDU e o voto contra da coligação Beja Consegue, as grandes opções do plano e orçamento para 2024 do município de Beja, apresentados pelo executivo liderado por Paulo Arsénio, foram aprovados em reunião de câmara, seguindo agora para votação em assembleia municipal, na próxima quarta-feira, dia 6.
Na aprovação do orçamento para 2024 da Câmara de Beja, no valor de 59 milhões de euros, o presidente da autarquia, Paulo Arsénio, referiu que se trata de um documento de “continuidade”.
Já Nuno Palma Ferro, vereador da coligação Beja Consegue (formada pelo PSD, CDS, PPM, Aliança e IL), justificou o seu voto contra, pela primeira vez desde que foi eleito em 2021, pela “ausência de ideias, expressa no orçamento”, considerando que o executivo “mantém o seu racional de curto prazo”, sem propostas que ajudem a resolver os problemas estruturais do concelho. “Qual é medida que nos faz trazer mais jovens? Como trazemos mais empresas? É assim que ajudamos a terceira idade? É assim que propomos resolver os problemas da imigração? Muitas perguntas, zero respostas”, disse o vereador.
Considerou que o documento apresentado exibe uma “ginástica financeira que nos tenta ludibriar”, com uma “política de acumulação de caixa que projeta uma quantidade extraordinária de projetos para 2025 (curiosamente ano de eleições), tal como acontece com o museu de banda desenhada ou com a circular sul – pode ser que pela data das eleições o mercado municipal já esteja aberto”.
Mas as críticas do vereador não visaram exclusivamente o executivo PS. Dirigiu-as, também, à CDU, que, diz, “valida este orçamento”, sustentando a sua posição numa negociação “que garante cerca de 90 000 mil euros adicionais a todas as juntas de freguesia do concelho de Beja”. E congratulou os comunistas pela “‘coerência’ de mostrarem a todos os bejenses que PS e PCP poucas diferenças têm e que, independentemente, de quem lidera, Beja continua no mesmo sentido – a cair”.